| Suculência, crocância e sabor... |
domingo, 1 de setembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Nhoque misto na manteiga de sálvia
Eis aí um exemplo de que "menos é mais...", quando os ingredientes são bons e harmonizam-se o resultado só pode ser primoroso. Nhoque ao sugo é tudo de bom, mas esse nhoquezinho é prova de que variar e experimentar é essencial. Que seja ruim ou bom, sempre se aprende algo. Nesse caso foi muito bom, mesmo!!!
Ingredientes
Para o nhoque
2 xícaras (chá) de batata inglesa (usei a Asterix) espremida cozida em água e sal
1 xícara (chá) de mandioquinha (batata salsa) espremida cozida em água e sal
noz moscada
1 colher (sopa) de manteiga
1 ovo pequeno
aproximadamente 3 colheres (sopa) de farinha de trigo (usei 2)
Para a manteiga de sálvia
1 xícara (chá) de manteiga com sal (usei a Aviação)
8 folhas de sálvia fresca
sal (se necessário)
Como fiz
Nhoque
Cozinhei as batatas e a mandioquinha em água e sal. Pouca água, tá bom? Tem quem asse as batatas, tem quem cozinhe com a casca e tem quem cozinhe no vapor. Cada um tem sua técnica. Cozinho em pouca água, descascada para que o sal penetre e também porque usando a batata Asterix e a batata salsa não corro muito risco de errar o ponto. Também deixo cozida, pero no mucho. E seco bem - primeiro passando por um escorredor e depois secando com papel toalha. Depois dessa fase passei (batata e mandioquinha) pelo espremedor de batatas e esperei amornar um pouco, coloquei a manteiga, a noz moscada (essencial em um nhoque que se preze) e o ovo ligeiramente batido (nesse prato passo a gema pela peneira para que o cheiro/sabor do ovo não roube o brilho dos outros ingredientes). Misturo bem e deixo descansar. Depois dessa massa ficar bem fria,adicionei a farinha. Saber dosar a quantidade de farinha é o pulo do gato de um bom nhoque. Tem que dar consistência para que a massa não fique mole demais, desmanchando-se no cozimento e virando uma gororoba na hora de servir. Não pode ser em excesso, para que o nhoque não fique duro e com gosto de farinha. Adicione aos poucos, incorpore bem e faça apenas um nhoque coloque na panela com água fervente. Desmanchou a borda? Um teco mais de farinha. Faça assim até que ele suba glorioso e inteiro à superfície da água. Prove. Está macio mas inteiraço? Esse é o ponto.
O resto foi o final de toda estória de um nhoque: formei os rolinhos, cortei-os e coloquei-os em superfície esfarinhada (pouca farinha, só para o nhoque não grudar). Untei com azeite (bem pouco) um refratário e fui depositando os nhoques (depois de cozidos em bastante água fervente...não esquecer que quando sobem à superfície devem ser retiraados imediatamente e colocados em um escorredor e dele também deve ser retirado rapidamente e colocado no refratário). Cobri com a manteiga de sálvia. Servi imediatamente. Eita prato que gosta de uma velocidade, né?
Manteiga de Sálvia
Muito simples,tá? Só tem que cuidar para a manteiga não queimar. Coloquei a manteiga (e nesse caso a qualidade da manteiga é tudo...usei a Aviação) junto com as folhas de sálvia e deixei dourar, em fogo baixo. Nesse processo as folhas de sálvia dão uma leve fritadinha e liberam seu sabor. Provei. Achei necessário mais um pouquinho de sal. Depois que a manteiga derreteu e ficou bem douradinha, despejei-a sobre o nhoque. As folhas de sálvia foram junto pois são uma diliciaaaa.....
| Nhoque macio, manteiga excelente e uma das ervas aromáticas mais deliciosas.... |
domingo, 25 de agosto de 2013
Polpetta recheada com palmito e espinafre
Depois de uma ausência e pouca atividade na cozinha...falta de tempo e vontade...vamos retomando (devagar, devagarinho) os trabalhos. E que tal, um imitação de polpetta recheada com espinafre e palmito? Eu acho bom...aliás, eu acho mais que bom, eu penso que é delicioso!
| De ladinho e douradinho... |
sábado, 29 de junho de 2013
Batata recheada - o lombo não é o lance
| A fúria dos bárbaros não permitiu uma foto decente...mas dá para ver que sou muito gostosinha |
A foto não está boa, o objeto da receita está disputando espaço com um delicioso intruso (lombo), mas foi uma refeição para bárbaros...portanto ao ataque e nada de preparar uma coisa engraçadinha para tirar foto!
A batata é que merece nossa atenção hoje...tá sem retoque, sem destaque...mas é um dos acompanhamentos preferidos dos meus filhos. Receitas de batatas recheadas existem aos montes, né? Bem essa é a minha, adaptada de um restaurante...lembro que comemos...e tentei reproduzir em casa, ficou melhor, eu acho...sai modéstia!
Ingredientes
03 batatas grandes (rendem 06 porções)
sal a gosto
1 xícara (chá) bacon picadinho
1/2 cebola média micropicadinha
salsinha e cebolinha picadinhas (a gosto)
pimenta do reino (opcional)
1/2 xícara (chá) de requeijão de copo (mas tem que ser bem encorpado)
queijo parmesão ralado grosso (para finalizar)
azeite (para finalizar)
Como fiz
Cortei as batatas ao meio e cozinhei-as na água com o sal, até ficarem cozidas mas ainda firmes, nessa etapa mantive a casca. Esperei esfriar um pouco e retirei parte do miolo, fazendo uma espécie de "canoa". É importante que essa operação seja cuidadosa para que as "paredes" da batata não se partam. Após essa etapa retirei a casca da batata cuidadosamente. Reservei.
Hora de fritar o bacon (pode utilizar um tiquinho de azeite se quiser) até que fique douradinho. Não desprezei a gordurinha que ficou na frigideira, aproveitei para dourar a cebola. Retirei do fogo e acrescentei o miolo da batata (já devidamente amassado como para um purê). Misturei bem para incorporar o refogado à batata amassadinha. Coloquei a pimenta do reino e provei o sal (nesse caso não foi necessária a correção), depois foi só adicionar o requeijão (pode-se se colocar mais, porém o importante é que ele não "apague" o sabor da batata). Finalizei colocando o cheiro verde picadinho.
A próxima etapa foi rechear as metades de batata reservadas com essa delícia. Finalmente polvilhei queijo parmesão ralado grosso sobre elas e dei o toque final com uma regadinha de azeite.
Levei ao forno em um refratário (a batata não foi assada com o lombinho, viu?) levemente untado com azeite e deixei em forno pré-aquecido (220ºC) até que ficassme bem douradinhas.
Então, foi assim!!!!
sábado, 1 de junho de 2013
Fatias crocantes de filé mignon
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| Imagem: http://www.hippo.com.br Essa foi a que usei, mas existem outras marcas...trata-se de uma variação da nossa farinha de rosca, mais granulada e também mais clara. A granulação maior deixa as frituras mais crocantes.. |
| Pois é ...pois é...quem não qué? |
Bolo de banana ligeirinho
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| Crostinha de açúcar com canela...
Os dias estão mais frescos e mais longos, chove de vez em quando, o serviço fica mais restrito ao escritório...isso tudo convida à uma certa gulodice. Frio chama café e chá quentinhos... chama também bolinhos com aroma de canela, né não?
Fazer um bolinho no serviço, exige logística e muita rapidez. Naquela fugidinha para a cozinha, em meio à uma chuva de dar dó...sempre aparece alguém para atender. E claro, esse alguém tem que ter a preferência...afinal a fominha não pode comprometer o serviço. Por isso, escolhemos esse bolinho jogo rápido, feito à quatro mãos (com a parceira Diletinha)...bem...seria mais rápido, não fosse o liquidificador estar meio resfriado. Ou seja: tossia, mas não acontecia.
Enfim, essa receita é recorrente na Net...hora de experimentar. Resultou em um bolo fofo e úmido, que foi devidamente devorado em menos de uma hora. Isso porque sempre aparecem umas boquitas nervosas quando um cheirinho bom sai da cozinha.
Ingredientes
Para o bolo
8 bananas nanicas (tamanho médio à grande) bem maduras
4 ovos grandes
1 xícara (chá) de óleo milho (não deixa sabor residual)
2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) farinha de rosca - que seja fresca e não muito torrada
1 colher (sopa) de canela
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
manteiga e farinha de rosca para polvilhar (foi usado óleo e deu certo)
Para finalizar
1 xícara (chá) açúcar (cristal é melhor)
1/2 colher (sopa) canela em pó
2 bananas
Como fizemos
Os ovos, o óleo e as bananas picadas foram batidos no liquidificador até formar uma mistura lisa, sem grumos e clara. Depois juntamos o açúcar e batemos mais um pouco.
Despejamos essa mistura em uma tigela e acrescentamos a farinha de rosca com a canela. Mexemos, manualmente, até que esses ingredientes se incorporassem muito bem à mistura liquida. Hora de colocar o fermento, sempre delicadamente -regra essencial para um bom resultado "bolístico". Despejamos essa mistura em assadeira redonda média, untada com óleo e polvilhada com farinha de rosca. Colocamos as duas bananas picadas grosseiramente e passada na farinha de rosca (tumbém!!...para não depositar no fundo da massa, tá bom?). Finalmente polvilhamos o açúcar cristal misturado à canela sobre a superfície da massa, demos as batidinhas de praxe no fundo da forma (para tirar o ar amiguinha) e levamos ao forno pré-aquecido (180ºC) até ficar douradinho. Não esquecemos do teste do palito.
O cheiro do bolo assando preencheu todo o espaço disponível e atraiu os curiosos que já entraram perguntando: que cheirinho é esse?
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| Ainda longe da fúria dos gulosos... |
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Papardelle com molho de palmito
| A garrafinha preciosa...
Em Maringá tem um Mercado Municipal que eu gosto muito. Não é grande, começou de uma forma equivocada (vendendo produtos encontrados nos supermercados mas com preços superiores devido à questão de poder de barganha mesmo)...depois de um tempo vários box fecharam e o Mercado parecia ir pelo mesmo caminho. No momento esse perigo "parece" estar afastado. O Mercado buscou outro caminho, apostando em um público mais exigente (ou mais gulosa?) apreciador de guloseimas não facilmente encontradas...queijos especiais, flor de sal, vinhos, azeites, frios variados, bacalhau de diversas origens e espécies, doces gourmet, frutos selecionados entre outras coisas. Será que encontrou o seu eixo? Se depender de mim - apesar de não residir em Maringá - o Mercado vai continuar aberto.
Adoro passear por lá e comprar diversas comidinhas não essenciais em nossa rotina, mas sim para nossa alegria e prazer. Em minha última visita comprei diversas gostosuras, entre elas uma coalhada seca sensacional e esse creme de leite especial. O preço é bem salgadinho, mas rendeu duas delícias: um chantilly prá lá de leve e esse molho de palmito para acompanhar uma massa. A consistência e sabor são realmente especiais. A cor do molho depois da redução do creme de leite é um marfim suave e a cremosidade e a aderência à massa sem comentários. Na verdade a razão desse post é o creme de leite. Molho de palmito é fácil de fazer e de encontrar a receitinha na Net. Mas com um creme de leite como esse eu garanto: é difícil!
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| Antes do preparo...que lindo! |
Ingredientes
2 xícaras (chá) de creme de leite fresco
1/2 colher (sopa) de manteiga
1/2 colher (chá) de azeite
1/4 xícara (chá) de cebola micropicadinha
1 vidro de palmito (usei Juçara) cortado em fatias
noz moscada a gosto
sal a gosto
1/3 xícara (chá) de vinho branco seco
Como fiz
Eu sempre dou uma "aferventada" básica no palmito antes de utilizá-lo, já me disseram que isso é besteira, mas para mim no mínimo dá uma higienizada no produto.
Então depois disso, deixei o palmito ficar morninho e o cortei em fatias de espessura média. Reservei.
Dourei a cebola na manteiga e azeite, juntei o palmito e deixei uns minutos para dar "aquele" gostinho no bichinho. Coloquei o vinho e ...esperei que evaporasse. Só então coloquei o creme de leite...bom lembrar que sempre em fogo baixo, reduzido mesmo. Com o calor o creme de leite, que se apresenta encorpado, fica mais liquido. É importante não esquecer de mexer de vez em quando, mas de um jeito que preserve os palmitos, para que não se tornem uma maçaroca indefinida. Coloquei um pouco de sal também, mas com prudência pois o creme de leite se reduz e seu sabor fica mais acentuado.
Quando atingiu o ponto desejado corrigi o sal. Desliguei o fogo e juntei a noz moscada (raladinha na hora e em quantidade mínima - nada de muito exibicionismo).
Depois foi só colocar essa delícia sobre a massa - no caso um papardelle de boa qualidade - e ...bem...o final dessa história é bem previsível.
| Olha como tudo muda...a cor e a consistência ou nada do que foi será, do jeito que já foi um dia... |
| Ficou gostosão!!! |
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