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segunda-feira, 3 de março de 2014

Comprei!

Detalhe da capa externa...

Um dos meus escritores preferidos: Marcel Proust. A leitura de sua obra máxima - Em busca do tempo perdido - não é fácil, mas vale completamente  cada segundo gasto para tal.
Tenho a obra completa (sete volumes!),a sua biografia escrita por George D. Painter além de um livro de contos escritos antes de sua obra prima. 
Em busca do tempo perdido é considerada uma das obras literárias mais importantes do século XX. Discorre sobre o tempo e sua ação não só nosso físico mas também nos enredos, nos comportamentos, no cruzar de vidas, no retorno ao começo e na volta ao presente. Enfim, o que o tempo faz sobretudo com nossas almas...se tivermos a capacidade de mudar, mudar sempre. Uns para melhor outros para pior. 
Observador e participante da vida francesa (a elegante, das altas esferas...mas também as dos empregados que as serviam) Proust traça com frases que ficaram na história momentos, sentimentos, ações e reações que são próprias do ser humano. E não apenas de um povo, de uma classe social....
Em sua obra os almoços, jantares, encontros festivos, piqueniques e lanches estão sempre presentes. 
Esse livro - que desejei assim que soube de seu lançamento - relaciona receitas e textos retirados da obra.
Não falta, é claro, a receita das memoráveis "madeleines", tão famosa que até quem nunca leu Proust acha-se no direito de citá-las. Sim...os biscoitinhos em forma de concha que trouxeram tantas lembranças ao autor...lembranças essas que até o momento da memorável mordida ele nem sabia que possuía.
Capa externa...

Título: À mesa com PROUST; 192 páginas
Autores: Anne Borrel; Jean-Bernard Naudin; Alain Senderens
Tradução: Ana Luiza Borges; Fernando Py; Maria Cecília d"Egmont
Sextante Artes ; 2013

Mais um detalhe da capa externa...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Preço de Todas as Coisas


Para alguns, os poucos privilegiados com recursos abundantes e que sobram para o luxo, o valor das coisas está em apenas tê-las.
Mas ter algo "além" do que os outros possuem. Algo que os diferencie e grite aos outros: somos diferentes!!!
O luxo excessivo, além do conforto e da beleza, é sempre uma forma de apresentação. Para os homens sinal de poder, para as mulheres sinal de ostentação.
Imagem: blog.al.com
É famosa a frase (não sei se de um economista): "não existe almoço grátis...".
O livro que comprei no Carnaval - pois coloquei como uma das minhas metas para esse ano comprar pelo menos 1 livro por mês....chama-se "O Preço de Todas as Coisas", cujo autor é Eduardo Porter, na capa está escrito: " Uma discussão cativante, provando a máxima de que tudo tem um preço. Tudo mesmo: trabalho, mulheres, até mesmo fé e futuro".
O livro despertou meu interesse quando li sua resenha em uma das revistas semanais. Pelo pouco que já li do mesmo eu gostei. A linguagem é simples, agradável, de fácil percepção para os leigos em Economia como eu.
Através dele fiquei sabendo que o preço da vida humana é calculado em vários países para orientar políticas públicas. Fico sabendo também que para uma menina miserável em uma país pobre que tira sua subsistência dos lixões, a saúde futura que pode ficar comprometida com o manuseio da sujeira importa pouco, o valor das coisas para ela se resume na sobrevivência diária: ou seja, no que ela pode retirar desse lixo que lhe garanta mais um dia de alimento ou moradia.
O valor de todas as coisas é diretamente ligado ao poder aquisitivo de cada um: havendo recursos, alimentos orgânicos muito mais caros que os demais adquirem um valor extraordinário. Se os recursos são parcos, restos de uma feira adquirem um valor extraordinário também. Talvez até mais, pois não se trata de  escolha por uma vida mais saudável mas sim a única opção de alimentação.
No sumário fico sabendo sobre o que lerei: os preços estão por toda parte, o preço da vida, da felicidade, das mulheres (mas não falam do preço dos homens...sendo que hoje também são compráveis por mulheres de posses), do trabalho, o preço do grátis, da cultura, da fé, do futuro e até...quando os preço falham.
Imagem: http://www.americanas.com.b
Li alguns capítulos e estou gostando muito. Talvez minha relação com o dinheiro mude. Talvez o preço que dou à coisas essenciais para minha vida também mude. Uma certeza eu já tenho: quem ler o livro muda - pelo menos um pouco - sua visão sobre o valor do que acha importante para sua vida. 

Não existem almoços " de grátis"...há sempre um interesse de lucro futuro quando ele é oferecido...
Votos, compra futura, cumplicidade,sexo ...e por aí vai.
Imagem: blog.castsoftware.com

Em tempo: A frase muito conhecida é de Milton Friedman. "There ain't/is no such thing as a free lunch".


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os homens que não amavam as mulheres


Não é sempre que a gente quer ler um livro que nos faça pensar demais. De vez em quando a gente não quer aprender nada com o que lê, apenas se distrair, embarcar em uma estória legal e esquecer um pouco da vida.
Acho que por isso essa trilogia Milennium faz tanto sucesso. Você simplesmente embarca e finge acreditar que tudo aquilo é possível. Confesso que dos três eu gostei mais do primeiro. E o terceiro foi o que menos apreciei. Mas quem lê o primeiro, quer ler o segundo e quem lê o segundo quer chegar logo no terceiro. Como se fosse uma telenovela.
Já existe edição econômica nas livrarias, que foi a que comprei. E já tem um filme nas locadoras. Parece também que vai ter uma versão hollywoodiana. E corre por aí que o irmão do autor (que já faleceu) em parceria com mais um ou uns está dando continuidade à saga.
Isso tudo prova que a trilogia é um sucesso!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aniversário...Presente

Estava querendo dar algo sobre música para meu filho...se tem uma coisa que ele realmente adora é música. Tinha pensado em um determinado livro, mas depois não gostei do título. E lá fui eu na livraria pesquisar. Achei esse que é lindo, diferente e que junta duas coisas que ele curte: música e desenho. Pois nele a história do rock é contada em quadrinhos.
Evidente que esse presentinho deverá ser compartilhado com a escrevinhadora aqui. É o tal presente com segundas e terceiras intenções.