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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Rocambole de carne moída recheado com espinafres (mais crosta delícia)



Vamos tornar o tradicional e muito conhecido rocambole de carne mais gostoso e nutritivo? Que tal colocar espinafre no recheio e uma cobertura crocante e deliciosa?

Ingredientes

Carne
400 g de carne moída (usei coxão mole)
miolo de um pão francês ou de uma fatia de pão de forma
leite o suficiente para amolecer o pão (depois escorrer, apertando bem, para retirar o excesso)
2 dentes de alho picadinhos
1 xícara (chá) de cebola micropicadinha
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
salsa e cebolinha picadinhas à gosto
noz moscada a gosto (mas com moderação)
1 ovo levemente batido (gema peneirada)
sal a gosto 
aproximadamente 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo

Recheio
2 xícaras (chá) de espinafre já limpo e já escaldado
1  colher (sopa) de azeite
1 dente (grande) de alho amassadinho
1/ 2 xícara (chá) de cebola picada grosseiramente
sal a gosto
cogumelos (opcional)
Cebolinha picada

Cobertura (Crosta)
1 xícara de chá de pão francês (seco) sem casca e grosseiramente ralado
1/2 xícara (chá) de farinha Panko (ou de rosca se não tiver)
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado grosso
2 colheres (sopa) de azeite
1/4 xícara (chá) de tomilho fresco picado
1 colher (chá) de orégano seco
salsinha e cebolinha picadinhas a gosto

E  mais...
Papel alumínio
óleo para untar

Como fiz

Carne
Primeiro dourei o alho no azeite e reservei. Em um recipiente juntei a cebola, a pimenta, a noz moscada (ralada na hora), o pão umedecido no leite, a manteiga, o azeite e a salsinha e cebolinha picadas. Misturei e adicionei o alho refogado (em temperatura ambiente). Incorporei bem e deixei descansar por aproximadamente 10 minutos. Enquanto isso preparei o recheio. 
Após esse tempo coloquei o sal, o ovo e fui adicionando a farinha de trigo aos poucos, até dar liga, não precisa ficar uma massa muito consistente, pois no forno a carne ficará mais firme. A farinha é apenas para deixar a carne suficientemente agregada parar ser manuseada.

Recheio
Limpei o espinafre, separando as folhas e lavando, escaldei em água bem quente (até as folhas murcharem), escorri e piquei grosseiramente. Reservei.
Refoguei o alho e a cebola no azeite, juntei o espinafre, os cogumelos partidos ao meio e o sal (com moderação, pois o volume do espinafre reduz bastante). Coloquei a cebolinha, misturei e reservei.

Crosta  
Misturei todos os ingredientes até ficar uma espécie de farofa mais compactada

Finalização
Forrei uma assadeira retangular com papel alumínio deixando sobras laterais (para cobrir o rocambole). Untei o papel alumínio com o óleo e estendi sobre ele a massa de carne, espalhando, conforme se vê na foto acima.
Coloquei o recheio no centro, nivelando bem,  depois enrolei cuidadosamente pelas laterais até fechar como um rocambole. Cobri com o papel alumínio das laterais além de mais uma camada do papel. Apertei as laterais e as pontas, de modo à não deixar nenhum ponto aberto. Levei ao forno pré- aquecido (180ºC) por aproximadamente 20 minutos.
Depois desse tempo retirei do forno, furei uns pontos do papel alumínio (para escape do vapor) e o retirei cuidadosamente. Esperei esfriar um pouco e coloquei a cobertura. Espalhei pela superfície do rocambole, apertando com força para que aderisse ao rocambole. Levei novamente ao forno até que formasse uma crosta bem douradinha.




sábado, 3 de fevereiro de 2018

Rocambole de carne moída e bacon


Tem receitas que existem aos montes na Internet. Rocambole ou bolo de carne moída é uma delas. Pensando bem nem precisa de receita, né?
Para este prato existe a base que é carne moída, temperos e algo para dar a liga. O resto: se com recheio ou não, que tipo de temperos e demais penduricalhos vai do gosto de quem faz e do que tiver à mão. Mas como já escrevi aqui  esse espaço foi criado para que meus filhos pudessem fazer "comidinhas aqui de casa", quando desse vontade e eu não estivesse por perto. Com o passar do tempo vejo visitantes de vários países...brasileiros (talvez!) que de vez em quando lembram da comidinha de "suas" casas e procuram por algo semelhante nos blogs culinários. Espero que matem suas saudades (ou vontades) com as receitas que compartilho.
Essa se junta às milhares que já habitam a Net e dessa vez sem recheio apenas "bastante" bacon e batatas (doce e inglesa) assadas para acompanhar. Sem esquecer da sempre deliciosa saladinha verde que não pode faltar!

Ingredientes

!/2 kg de carne moída de primeira (usei coxão mole)
1 fatia de pão de forma (ou miolo de 01 pão francês) 
1/3 de xícara (chá) de leite
1/2 xícara (chá) de pimentão picadinho (usei um mix de verde, amarelo e vermelho)
1 cebola média picadinha
1 ovo inteiro (gema peneirada)
1/4 xícara (chá) de azeitona verde picada
1 colher (chá) de mostarda
1 colher (chá) de molho inglês ou de soja (opcional)
pimenta do reino a gosto
sal a gosto
1 colher (sopa) de manteiga
orégano a gosto (opcional)
salsinha e cebolinha picadinhas a gosto
noz moscada a gosto (ralada na hora)
aproximadamente 1 xícara (chá) de farinha de rosca fresca
lâminas de bacon o suficiente para a base e cobertura do rocambole
filme plástico para envolver

Acompanhamento (opcional)...

3 batatas inglesas cortadas ao meio
2 batatas doce cortadas em três pedaços
sal o suficiente para passar nas batatas (sem exagero)


Como fiz

Em um recipiente umedeci o pão com o leite e depois espremi bem, para retirar o excesso do leite.
Em uma tigela coloquei a carne, o pão e o ovo já levemente batido. Incorporei bem. Em seguida acrescentei os demais ingredientes, exceto a farinha de rosca que fui adicionando aos poucos até dar o ponto de liga (pode ser que necessite um pouco menos ou um pouco). A farinha de rosca pode ser substituída por farinha de trigo ou mesmo farinha Panko (aquela japonesa e bem granulada).
Coloquei a carne sobre um filme plástico e espalhei, nivelando a superfície até formar um quadrado (nesse momento pode ser adicionado um recheio, se for essa a opção). Com a ajuda do filme plástico fui enrolando a carne como um rocambole. Fechei bem e levei ao freezer por aproximadamente 30 minutos (até ficar um pouco duro, podendo ser manuseado).
Passado esse tempo untei (levemente) uma forma retangular com óleo de milho e forrei com fatias de bacon. Retirei o rocambole do freezer e removi o filme plástico. Coloquei o rocambole sobre o bacon e depois cobri com mais fatias de bacon (tem que ficar totalmente coberto). Coloquei ao redor as batatas descascadas e passadas no sal. Levei ao forno por aproximadamente 40 minutos (depende do forno) sendo que virei as batatas na metade desse tempo. Deixei assar até que o bacon ficasse totalmente assado (e crocante!) e as batatas douradas. Retirei do forno e polvilhei com cheiro verde picado. Aguardei uns 5 minutos para servir.

domingo, 27 de agosto de 2017

Porpetones recheados - e com molho delícia!


Almoço de domingo, carne moída na geladeira e muita vontade de cozinhar? Então o negócio é fazer esses porpetones genéricos que só pedem um macarrão na manteiga ou mesmo um arroz branquinho com saladinha para acompanhamento. Aviso aos navegantes: delícia para quem não pretende bater perna por aí, pelo menos por algumas horas, é comer e se jogar em qualquer sofá/cama ...porque a coisa pega!
Digo que é porpetone genérico porque não segue a receita tradicional em vários aspectos, entre estes a mistura de carne de porco com bovina. Eis algo que não gosto de fazer: misturar carnes.
Mas de resto tentei fazer do jeito mais correto possível...ficou uma delícia...mas uma delícia digamos assim, heterodoxa.

Ingredientes

Porpetone
1/2 kg de carne moída (usei coxão mole)
1/2 xícara de pão amanhecido (usei de forma sem casca) cortado em cubinhos
leite o suficiente para embeber o pão
1 cebola média micropicadinha
1 dente de alho picadinho e levemente dourado em um fio de azeite
sal a gosto
pimenta do reino a gosto (moída na hora)
noz moscada (moída na hora)
1 ovo (gema peneirada)
salsinha e cebolinha picadinhas (opcional)

Recheio
150 g de queijo mussarela cortada em cubos
orégano a gosto

Molho de tomate

Para empanar
2 ovos inteiros (gemas peneiradas)
1/2 xícara (chá) de leite
sal a gosto
Farinha de trigo quanto baste
Farinha de rosca (de preferência fresca ou caseira) quanto baste 

Para gratinar
Fatias de muçarela (uma para cada porpetone)
100 g de queijo parmesão ralado (de boa qualidade)
azeite

Como fiz

Massa do porpetone
Primeiro embebi o pão no leite e deixei por uns minutos, depois amassei bem com as mãos até não ter grumos e apertei a massa em uma peneira para escorrer todo o leite excedente. Em seguida coloquei a carne moída em uma tigela, adicionei a massa de pão, a cebola, o alho, o ovo e amassei até formar uma massa. Depois coloquei os temperos: noz moscada, pimenta do reino, sal e o tempero verde picadinho. Tornei a amassar, até a carne ficar no ponto desejado. Nesse caso não foi necessário adicionar, mas se for deve ser colocada aos poucos até formar uma liga que permita que o porpetone seja formatado. 
Depois disso os levei ao freezer por uns 30 minutos para que a carne ficasse mais fácil de manusear.

Formatação
Depois do tempo de freezer fiz bolas de carne de tamanhos semelhantes (aí vai do gosto de cada um, não fiz muito pequena para poder acomodar o recheio). Comprimi cada bola na palma da mão achatando até formar um círculo, coloquei um pouco do recheio (muçarela misturada com orégano) e dobrei as bordas, fechando bem para que o recheio não escapasse na fritura. 
Depois de todos os porpetones montados empanei-os dessa forma: passei na farinha de trigo, nos ovos misturados com leite e sal e finalmente na farinha de rosca. Nessa última etapa apertei bem a farinha de rosca para que não ficasse nenhum pedaço sem empanar e depois retirei o excesso. 
Levei novamente à geladeira por aproximadamente 20 minutos. Fritei os porpetones em óleo quente (mas não em excesso) até que os dois lados ficassem dourados.Coloquei-os em papel toalha para redução da gordura.

Montagem
Espalhei um pouco do molho de tomate no fundo de um refratário e sobre ele coloquei os porpetones. Coloquei uma fatia de muçarela sobre cada porpetone e sobre ela o molho de tomate (bastante). Finalizei com o queijo parmesão ralado e reguei com um fio de azeite. Levei ao forno pré-aquecido (180ºC) para gratinar (queijos derretidos).

domingo, 4 de junho de 2017

Peito de frango recheado com espinafre - e de quebra cream cheese!

Confesso que não sou a melhor pessoa para fazer e comer carnes. Não aprecio carnes de sabor forte...como dizem aqui em casa: para a mamis carne não pode ter gosto de carne! O resultado é que acabo comendo aquelas que os "bons apreciadores da carne" ignoram, acham seca, sem sabor e etc,etc. etc.
Peito de frango é algo meio constante no cafofo, por motivos óbvios: pouco sabor de frango (kkkkk). Dessa vez ele veio recheado de espinafre e super temperadinho. Para os chatos de plantão digo: ficou úmido e saboroso. Tá bom?
À receita!

Ingredientes

Frango
2 peitos de frango
suco de 1 limão 
vinagre quanto baste
3 dentes de alho amassadinhos 
3 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de mostarda
1 ramo de alecrim
2 ramos de tomilho
salsinha e cebolinha a gosto
sal e pimenta a gosto

Recheio
2 xícaras (chá) de espinafres cozidos e bem espremidos 
1 cebola média micropicadinha
1/2 xícara de bacon picadinho e frito
sal a gosto
3 colheres (sopa) de cream cheese (pode ser requeijão firme) 

Finalização
palitos de dente
1/2 xícara (chá) de manteiga mais 2 colheres (sopa) de azeite
  • C

Como fiz

Peito do frango

Primeiro higienizei o frango.
O quê é isso? Tirar pelanquinhas, pelinhas, lavar e deixar de molho por alguns minutos em água com vinagre. Depois escorri, passei novamente pela água corrente e sequei os peitos de frango com a ajuda de um papel toalha.
Preparei a marinada com o alho picadinho, suco do limão, azeite,sal, pimenta do reino (moída na hora), a mostarda e as ervas . Deixei os peitos de frango nessa marinada de um dia para o outro, em recipiente bem fechado e na geladeira.

Recheio

Refoguei a cebola no bacon (já fritinho) até ficar douradinha. Depois juntei o espinafre (já refogado rapidamente) e corrigi o sal. Reservei e deixei chegar à temperatura ambiente.

Finalização

Uns 10 minutos antes pré aqueci o forno (180ºC). 
Retirei o frango da geladeira, fiz um corte com uma faca afiada com cuidado (para não romper, a ideia é fazer uma espécie de "envelope"). Reservei.
Em seguida adicionei o cream cheese ao espinafre refogado. É importante colocar o queijo aos poucos para que o recheio não perca a consistência ideal, tem que ficar meio firme e não mole demais. O recheio molengo dificulta na hora de rechear.
Por fim coloquei o recheio na abertura feita do peito do frango e fechei com palitos. É meio chatinha essa etapa, tem que ter paciência. Mas vai por mim...compensa!
Despejei metade da marinada em uma assadeira, coloquei os peitos de frango e os reguei com o restante do tempero.Reservei. Finalmente derreti a manteiga e a misturei com o azeite. Reguei o frango com essa mistura. Levei ao forno e após 10 minutos fui verificando como estava o a cor do franguinho. Quando um lado ficou dourado virei para que o lado de baixo também dourasse. Sempre que necessário fui regando com o líquido formado na assadeira.
Quando ficou no ponto desejado, retirei do forno e também os palitos. Servi imediatamente (bem quentinho).


domingo, 26 de março de 2017

Bobó de frango ou bobó para Felipe

Meu filho não come peixes, frutos do mar, de rio, de lagoa, de poça d'água!!! Tento fazer com que experimente, até o faz..maaasss...
Tentei com tilápia, quer peixe mais sem gosto de peixe que tilápia? Fiz toda trabalhada no tempero caprichado, empanada na farinha de trigo, no ovo e em uma mistura de Panko com farinha de rosca fresquinha. Dourada e acompanhada de purê de batata e fatias de limão!
Comeu um pedacinho para não me chatear...☺
Então deu vontade de comer bobó...de camarão...maaasss...com filho em casa, vamos fazer de frango mesmo!
Fica bom, fica gostoso, delicinha mesmo. Claro que com camarão é outra estória...até porque relacionamos em nossa memória gustativa o sabor de bobó com...camarão!
Mas vale à pena, ainda agora que as temperaturas estão ficando mais amenas. Vamos à receita!

Ingredientes
(para 3 pessoas)

3 xícaras (chá) de peito de frango cortado em cubos
(sem pele e sem gordurinhas)
suco de 01 limão
1 xícara (chá) de tomate processado
(sem pele, sem sementes e bem maduro)
1 xícara (chá) de cebola micropicadinha
4 dentes de alho amassadinhos
1/4 de xícara (chá) de pimentão verde picadinho
1 colher (sopa) de pimentão amarelo picadinho (opcional)
1 colher (sopa) de pimentão vermelho picadinho (opcional)
1 xícara (chá) de mandioca processada 
(talvez precise mais um pouco, depende do gosto)
1 e 1/2 xícara (chá) de leite de coco
1 folha grande de louro
3 colheres (sopa) de óleo de milho (girassol/canola)
pimenta vermelha a gosto (usei a dedo de moça)
salsinha e cebolinha picadas a gosto
coentro se gostar (não consigo)
sal a gosto
1 colher (chá) de azeite de dendê (não coloquei por causa do "enjoado")

Como fiz

Primeiro cozinhei a mandioca, deixando bem molinha (é importante que a mandioca seja de bom cozimento, depois de bem cozida, retirei os fiapos e passei no liquidificador, o meu é bem potente, caso não seja esse o caso, um processador resolve. Bati com 1/2 xícara (chá) do leite de coco, até ficar um creme e reservei. Em seguida limpei o frango (já compro o peito de franco sem osso e sem pele, mas sempre sobra uma pelanquinha ou outra, né?). Depois de limpo,cortei em cubos e deixei por alguns minutos em água com suco do limão. Escorri, passei na água novamente e reservei.
Em uma panela de fundo groso, aqueci o óleo e nele dourei o alho e a cebola. Depois adicionei os cubos de frango e os refoguei bem.Coloquei os pimentões, a pimenta dedo de moça picadinha (sem sementes) e refoguei mais um pouco. Finalmente juntei o tomate processado, a folha de louro, um pouco de sal e cobri com uma xícara de água quente, mantive o fogo baixo até engrossar, mexendo de vez em quando. Quando atingiu o ponto de um refogado espesso adicionei a mandioca e incorporei bem. Coloquei o restante do leite de coco, retirei a folha de louro, corrigi o sal e finalizei com bastante cheiro verde (salsinha e cebolinha) bem picadinho.




domingo, 30 de outubro de 2016

Bife crocante



  • Nesses tempos em que todo e qualquer alimento virou uma coisa, meio assim, medicinal...fazer, se deliciar e ainda postar essa friturisse chega a ser quase uma heresia. Mas fazer o quê? No mundo também cabem os pecadores.
  • Ao pecado, pois!

  • Ingredientes
  • 1 kg de miolo de alcatra (ou filé mignon- tem que ser macia)
  • 3 ovos inteiros (gemas peneiradas)
  • 1 colher (sopa) de cebolinha picadinha
  • 1 colher (sopa) de salsinha picadinha
  • 1 colher (sopa) de orégano (usei o fresco)
  • 2 dentes de alho picadinhos
  • pimenta do reino moída na hora (opcional)
  • sal a gosto
  • 2 xícaras (chá) de pão francês (amanhecido) ralado ou processado grosseiramente
  • 1 xícara (chá) de farinha de rosca ou farinha tipo Panko
  • 1 xícara (chá) de queijo tipo parmesão ralado grosso
  • óleo (usei o de milho) o suficiente para fritar os bifes em imersão

Como fiz

Primeiro bati os bifes com um martelo de carne até que ficassem finos. Temperei com o alho picadinho, a pimenta e o sal. Reservei.
Misturei o pão francês processado com a farinha Panko (ou com a farinha de rosca, se não tiver Panko). Juntei a cebolinha, o orégano e o queijo parmesão. Misturei bem.
Em uma vasilha misturei os ovos e a salsinha picada. Em outra coloquei a mistura de pão, a farinha Panko e as ervas. Primeiro passei cada bife nos ovos e depois na mistura de farinhas e ervas. Apertei bem para que cada bife ficasse empanado por completo (essa etapa dá um pouquinho de trabalho).
Deixei por aproximadamente 15 minutos na geladeira.
Finalmente aqueci o óleo, de forma que ficasse bem quente mas não em excesso. Fritei os bifes aos poucos até que a crosta ficasse dourada e bem crocante. Retirei e coloquei sobre papel absorvente para reduzir o excesso de óleo. Servi com fatias de limão siciliano.
Delícia!!!

domingo, 17 de maio de 2015

Carne em cubos com vinho e tomilho.

De vez em quando temos que dar uma variadinha na carne de todo dia, né? Nesse caso eu tinha uma peça de lagarto (posta branca aqui no Paraná), tomilho e cogumelos paris frescos.
Então fiz essa carninha que acompanhou um arroz branco e um suflê de espinafre (que já temos a receita aqui: http://comidinhadecasa.blogspot.com.br/2009/08/um-moco-caprichoso-e-impaciente.html). Bem...o suflê não é indispensável, mas foi pedido feito pelo filho. Pedido feito...pedido atendido.
Vamos à receita?

Ingredientes

600 g de lagarto limpo e cortados em cubos grandes 
100 g de cogumelos paris frescos
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1/4 xícara (chá) de vinho tinto seco
1 xícara (chá) de cebola micropicadinha
2 dentes de alho amassados
1/4 xícara (chá) de folhas de tomilho fresco
4 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de tomate pelatti (processado)
sal e pimenta do reino à gosto
1 folha de louro
salsinha e cebolinha picadas (opcional)

Como fiz

Espalhei a farinha de trigo em uma forma retangular e nela passei os cubos de carne. Depois sacudi bem a carne para retirar o excesso da farinha. Aqueci uma panela de fundo grosso e nela coloquei 1 colher (sopa) de azeite, esperei esquentar e adicionei 1/4 da carne. Dourei rapidamente. Retirei da panela e coloquei em um recipiente à parte.  Repeti essa operação mais 3 vezes, sempre adicionando 1 colher (sopa) de azeite, até terminar a carne.
Raspei o fundo da panela (com o auxílio de uma espátula de silicone) onde dourei a carne e juntei 1 xícara (chá) de água quente, Misturei bem, coei e reservei esse caldinho.
Dei uma limpada na panela, mas grosseiramente, e coloquei a manteiga e o alho. Deixei dourar levemente para adicionar a cebola. Depois coloquei a carne e o vinho. Misturei bem e deixei em fogo baixo até que o vinho se evaporasse.
A próxima etapa foi adicionar o caldo que reservei, o tomate (muito processado, sem pele e sem sementes), o tomilho, o louro, a pimenta do reino (moída na hora), o sal (pouco) E 1 xícara (chá) de água fervente. Abaixei o fogo e deixei cozinhar (mexendo de vez em quando pois a farinha de trigo engrossa o caldo que pode grudar no fundo da panela). Adicionei água fervente, sempre que achei necessário, até a carne ficar macia.
Quando a carne atingiu o ponto de maciez desejada, coloquei os cogumelos paris fatiados,corrigi o sal e deixei cozinhar por mais uns 10 minutos aproximadamente até que os cogumelos ficassem tenros.
Finalmente retirei do fogo, adicionei o cheiro verde picadinho, retirei a folha de louro e servi (antes tirei as fotinhas, já que nestes tempos tão "selfies" até a comida tem que fazer o onipresente biquinho).



domingo, 7 de dezembro de 2014

Costelinha e tutu de feijão - Minas é aqui!

Os tomates de Diletinha em um bonito vinagrete meio "rústico"...
Então tá! Minha filha não é mineira, chama-se Mariana mas não é em homenagem à histórica cidade mineira, apesar que tem uma foto da bichinha ao lado da placa da cidade de...Mariana!
Mas..talvez, sei lá, quem sabe...meus anos de estudos em Minas, mais precisamente em Lavras, influenciaram seu paladar. Pois se tem alguém para pedir e repedir costelinha de porco com mandioca e tutu de feijão...esse alguém é Mariana.
Acho um prato "custoso", que faz uma bagunça danada...mas enfim..mamis é mamis, e taca a encarar o fogão.
Existem diversas receitas que se propagandeiam a "verdadeira" receita do tutu mineiro..mas sabe o que eu acho? Existem várias, dependendo da região, do que se tinha à mão nos tempos idos..só sei que tem uma detalhe crucial para o tutu ser, ora bolas!, um tutu dos bons: o feijão tem que ser macio, novo ou quase novo e tem que ser batido no liquidificador (isso em nossos tempos modernos...mas na época dos engenhos deveria ser socadinho no pilão) ...se não for assim é virado ou qualquer outra coisa mas não é tutu. 
A receita abaixo eu aprendi com a mãe de uma amiga mineirinha (lá de Lavras) e ela me ensinou que o tutu tem que ficar macio, por isso o "pulo do gato" é a quantidade de farinhas - sim porque ela usava a de milho e a de mandioca crua -que será utilizada. Outro "pulo do gato" é a torradinha que a farinha leva antes de ser adicionada ao tutu. Mas como disse: cada um tem sua receita "verdadeira" e "superior à todas". O que realmente importa: fazer o prato com tempo,paciência,acompanhado de um bom bate papo e uma caipirinha feita no capricho. Depois é necessário que se descanse...pois o prato não é para qualquer um, digamos que é para os "fortes".
Gostoso, tradicional, expressão cultural de um Estado...enfim, esse é o tutu com costelinha de porco e mandioca no capricho.
O certo seria uma panela de ferro, mas "nuntenho"....
Tutu à mineira 

Ingredientes

3 xícaras (chá) de feijão carioca cozido com seu caldo
4 dentes de alho amassadinhos
1 cebola média picadinha
2 ovos cozidos
1 linguiça calabresa cortada em rodelas
1 xícara (chá) bacon picadinho
1 colher (sopa) de  óleo vegetal
sal e pimenta do reino a gosto
salsinha e cebolinha verde picadinhas 
1/4 xícara (chá) de farinha de milho mais fina
1/4 xícara (chá) de farinha de mandioca crua

 Como fiz

Primeiro bati o feijão no liquidificador e reservei. Depois fritei o bacon no óleo, até ficar bem crocante. Separei um pouco das gordura que restou, aproximadamente 01 colher (sopa) e com ela dei uma torradinha na farinha de mandioca (dica da mãe mineira!), paciência nessa hora, tem que ser em fogo bem baixo, mexendo e mexendo sem parar para que a farinha não queime. Hora de adicionar a farinha de milho e incorporar, mexendo sempre, até ficar uma mistura homogênea. Reservei.
O próximo passo é fritar a linguiça calabresa (fatiada) e escorrer a gordura que ela solta (essa gordura será aproveitada no refogado para o tutu).
Eis que chegou o momento do refogado: utilizei a gordura restante tanto da fritura do bacon como da calabresa para dourar o alho e a cebola. Depois coloquei o bacon reservado,  a pimenta do reino e o sal. Misturei bem e acrescentei o feijão batido. Fogo baixo sempre, mexendo de vez em quando, por uns 10 minutos.Corrigi o sal e não sendo nada fiel à tradição coloquei o tempero verde picado, pois não vivo sem ele. Também não fui fiel em relação ao bacon, normalmente não é utilizado no tutu. Mas filha gosta, fazer o quê?
Finalmente, sempre aos poucos, fui adicionando a mistura de farinhas até atingir uma consistência de purê mole (ou seja: pode ser que não seja utilizada toda a farinha, o importante é o "ponto" que deve ser respeitado). Deixei mais alguns minutos no fogo baixo, mexendo sempre e só depois coloquei em um refratário.Finalizei com a linguiça calabresa e os ovos cozidos passados no ralo grosso (isso foi coisa minha, mas a receita original pede os ovos fatiados). Servi imediatamente pois a tendência do tutu é encorpar enquanto esfria. 
Dá trabalho, mas é coisa de "louco"...
Costelinha de porco com mandioca

Ingredientes
 1 e 1/2 kg de costelinha de porco "carnuda"
suco de 02 limões médios
6 dentes (grandes) de alho amassados 
2 folhas de louro
pimenta do reino a gosto
sal a gosto
2 colheres (sopa) de óleo vegetal (uso o de milho)
1 cebola média cortada em meia lua
1/2 kg de mandioca cozida com um pouco de sal e sem o fiapo central
salsinha e cebolinha picadinhas
Como fiz

A '"labuta" começou um dia antes, ou melhor, uma noite antes. Limpei as costelinhas, retirando o excesso de gordura, mas deixando um pouco, visto que ela é essencial para o bom resultado da iguaria. Depois temperei com o alho, a pimenta do reino, o suco dos limões, o louro, sal e reguei com o óleo vegetal, misturando bem, para que todas as costelinhas ficassem com tempero e bem untadas. Tampei o recipiente e levei à geladeira até o momento do preparo do prato.
Aviso aos navegantes: é demorado. Aviso aos incautos: requer total atenção. Aviso aos corajosos: vale a pena.
Em uma panela de fundo grosso e espaçosa, já bem quente, coloquei as costelinhas. Mexendo sempre. Ela solta água, demora para secar...mas fazer o quê?  Continuar mexendo, ora essa! Deixei uma chaleira com água bem quente por perto, quando esfriava um pouco, esquentava novamente.
Quando começou a pegar no fundo, coloquei um pouco (mas é pouquinho mesmo, senão vira costelinha cozida..urgh!!) de água. Essa água vai adquirir a coloração dos resíduos que vão se acumulando no fundo da panela e que na verdade confere o sabor à carne. 
Essa operação foi repetida inúmeras vezes por aproximadamente 2 horas (SIM...DUAS HORAS!), sempre colocando um pouquinho de água, virando as costelinhas de lado e deixando quase "pegar" no fundo novamente. 
Nesse tempo a costelinha foi soltando sua gordurinha ou seja: a bichinha foi derretendo sua banha o que fez com que depois de macia já houvesse gordura suficiente para que a costelinha "fritasse", adquirindo uma linda cor dourada. 
Nesse momento juntei à costelinha a mandioca já cozida. Também foi a hora de corrigir  o sal e colocar a cebola no "tacho". Fogo brando, mexendo sempre, até que a mandioca também ficasse douradinha e a cebola murcha. Retirei do fogo (sem as folhas de louro), coloquei a salsinha e servi com limão.
Acompanhamento: arroz branquinho e uma couve "assustada" rapidamente no alho e azeite. Detalhe: fininha, porque é couve mineira, tá bom?
E dessa vez tinha uns tomatinhos cereja delícia da minha amiga Diletinha e fiz um vinagrete rústico para ninguém botar defeito. 
Simples assim: tomatinhos cereja pela metade, pimentão e cebola em cubos não muito pequenos,azeite, vinagre, um pouco de limão e sal. Deixei curtindo enquanto preparava o resto da refeição...ou seja...curtiu por um bom tempo, visto que a coisa foi demorada!

domingo, 23 de novembro de 2014

Bife crocante ou o vício da crosta

Antes do forno...
Depois da primeira crosta...a gente nunca mais se livra dela. Sim porque a crosta dá uma textura diferente à preparação, sim porque ela fornece diversas combinações ,sim porque ela mantém a suculência da carne já que "segura" seus líquidos e sim porque ela é - acima de tudo - deliciosa.
Tenho feito carnes diversas com variadas crostas. Estou até pensando em fazer duas preparações de bacalhau para o Natal: uma tradicional e outra com alguma crosta. Se fizer, esse blog saberá....rsrsrs.

Ingredientes

800 g de miolo de alcatra (limpo e cortado em bifes de espessura média)
2 dentes de alho amassadinhos
sal e pimenta do reino  a gosto
azeite para a selagem da carne
3 fatias de pão de forma (sem casca) cortado em cubos pequenos
1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado grosso
2 colheres (sopa) de azeite
1/2 cebola picadinha
salsinha e cebolinha picadinhas a gosto

Como fiz

Primeiro preparei a carne, limpando-a e cortando em bifes de espessura média. Polvilhei com pimenta do reino moída na hora e reservei.
O próximo passo foi preparar a cobertura: cortei o pão de forma em pequenos cubos e reservei. Dourei levemente a cebola em 01(sopa) colher de azeite. Retirei do fogo e acrescentei os cubos de pão, o queijo ralado grosso e o cheiro verde picadinho. Incorporei os ingredientes delicadamente. Reservei. Pré-aqueci o forno em 180ºC.
Aqueci uma frigideira fortemente (super quente) e coloquei um fio de azeite. Coloquei os bifes  -um a um - e selei-os rapidamente, tendo o cuidado de polvilhar sal em cada um dos lados. Durante a selagem fui colocando-os em um refratário. 
Finalização: depois dos bifes dispostos no refratário, coloquei uma generosa porção da cobertura em cada um deles. Apertei bem para garantir uma boa aderência e reguei com o azeite restante (aproximadamente 01 colher de sopa). Levei ao forno até que a cobertura ficasse dourada, formando uma crosta.
Importante: os bifes devem ser de espessura média ou grossa. Devem ser selados rapidamente pois ainda irão ao forno. Se forem "ao ponto" para o forno, ficarão muito passados e perderão a suculência e maciez.
Depois do forno... Cobertura fica dourada e crocante



domingo, 4 de maio de 2014

Bife à rolê - delícia antiga...

Agora existe esse negócio de alta e baixa gastronomia ou então a releitura de pratos simples e tradicionais da cozinha brasileira. De repente um bobó aparece desconstruído, um olho de sogra ou uma moquequinha também...
Mas no dia a dia, na hora do vamos ver, da comidinha para alimentar e nos deixar prontos para a labuta...pelo que aspiramos?
Pela comidinha simples, caseira, bem feitinha e que nos remete à momentos preciosos com nossa família...normalmente relacionados aos encontros, à esse ou aquele membro da família, à essa ou aquela habilidade de uma mãe, avó, cunhada, amiga (o) e etc...
Esse bife à rolê me lembra a casa dos meus pais...normalmente acompanhava um macarrão, uma polenta ou um purê de batata. Tem coisa mais paulista?
Feito com carne e linguiça de boa qualidade, tomates frescos e um tempero caprichado...se torna um delícia. Comida tradicional de PF em São Paulo...antigamente até com dia marcado nos restaurantes e botecos honestos...antes do sistema buffet (quilo) que normalmente atocha o freguês de farofa, macarrão, lasanha quase líquida, batata e polenta frita...que afinal de contas são comidas que podem ser tornar bem baratas para o proprietário, se feitas sem capricho.
Por isso, viva nosso rolê feito do jeito das mamas e vovós de antigamente. Tempo, capricho, bons ingredientes e apuro é que fazem uma comida simples se transformar em algo especial...digna de nossas melhores lembranças.
Delícia caseira...
Ingredientes

1 kg de coxão mole cortado em bifes grandes
1 gomo de linguiça calabresa de boa procedência
fatias de bacon (uma para cada bife)
1 cenoura grande 
1 pimentão verde 
alho bem amassadinho (a gosto)
1 xícara (chá) de cebola picadinha (usei a roxa)
1 kg de tomates bem maduros
1 lata de tomates pelados
1 folha de louro (grande)
pimenta do reino a gosto (opcional)
2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
2 colheres (sopa) de azeite 
1/2 xícara (chá) de tempero verde picadinho (salsinha/cebolinha)
1 colher (café) de açúcar
sal a gosto
palitos de dentes

Como fiz

Primeiro temperei os bifes com o alho, o balsâmico, a pimenta e um fio de azeite. Nada de sal nessa hora para a carne não desidratar e perder sua suculência. Reservei.
Enquanto a carne pegava o sabor dos temperos processei os tomates (grosseiramente) de forma que ficassem pequenos pedaços. Não precisa avisar que os tomates têm que estar sem pele e sem sementes, né? 
Reservei o tomate processado e preparei o recheio cortando a linguiça (sem pele), o pimentão e a cenoura em tiras. Depois coloquei sobre cada bife uma fatia de bacon (usei o que já vem laminado) e sobre ele a cenoura, o pimentão  e a linguiça. A quantidade do recheio vai depender do tamanho (comprimento e largura ) de cada bife, devendo ficar bem recheado mas possível de ser enrolado sem que o recheio escape. Enrolei cada bife como um rocambole e prendi com os palitos.
Coloquei o azeite na panela de pressão (a minha tem fundo grosso) e dourei os bifes. Essa etapa é a mais chatinha, pois para um bom resultado os bifes têm que ficar bem douradinhos...então paciência...sempre mexendo...ou seja: de vez em sempre!
Depois dessa etapa juntei a cebola e dei mais uma refogadinha. Por fim, acrescentei os tomates, o açúcar,  a folha de louro e um pouco de sal (sempre bom por pouco e corrigir no final da preparação). Deixei levantar fervura, tampei a panela e mantive em fogo baixo. Depois de 10 minutos (após a panela começar a "chiar") desliguei o fogo e deixei a pressão extinguir. Retirei a tampa e verifiquei se a carne estava macia. Estava! Caso não estivesse voltaria à pressão por mais uns 5 minutos, aproximadamente.
Como já estava macia, deixei a panela em fogo baixo, destampada...até que o molho ficasse bem encorpado. Corrigi o sal.
Antes de servir retirei os palitos..mas esqueci do cheiro verde na hora da foto. Aviso que acho o mesmo indispensável e que foi devidamente adicionado após o bife à rolê ter feito charminho para a câmera.
Gostosura brasileira...

domingo, 13 de abril de 2014

Nhoque (gnocchi) de mandioquinha com iscas de filé


Olha só que cor linda...antes de ir ao "tacho".

Já me declarei - aqui - uma nhoqueira (gnoccheira?)  de marca maior. Entre as massas é a minha preferida junto com uma lasanha feita no capricho....Então faço nhoque sempre que posso e de tudo que seja possível ou que eu ache possível. O de hoje não é nenhuma novidade: rola por aí faz tempo...e já fiz muitas vezes. Mas este ficou na textura exata e o acompanhamento, iscas de filé mignon cremosas, deram o toque final e delicioso.

Já cozido e esperando as iscas cremosas...
Ingredientes
Nhoque
2 xícaras (chá) de mandioquinha (batata salsa) cozidas em água salgada  e passadas no espremedor
1/4 xícara (chá) de ovo levemente misturado
noz moscada a gosto
1 colher (sopa) de manteiga (temperatura ambiente)
Aproximadamente 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo

Iscas de Filé Mignon

400 g de filé mignon cortado em tiras
1/4 xícara (chá) de cebola picadinha
1/4 xícara (chá) de alho poró picadinho
1/3 xícara (chá) de vinho branco seco
1 colher (sobremesa) manteiga
1 colher (chá) de azeite
pimenta do reino e sal  a gosto
1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco
cheiro verde (opcional)

Como fiz
Nhoque


Cozinhei a mandioquinha em água com sal, até ficar macia mas ainda firme. Retirei do fogo e escorri bem. Passei pelo espremedor, juntei a noz moscada (apenas uma pitadinha ralada na hora) e a manteiga. Incorporei bem e reservei até que a massa ficasse em temperatura ambiente. Adicionei o ovo e mexi bem. Fui colocando a farinha aos poucos até dar o ponto de enrolar. A mandioquinha pede menos farinha que a batata, mas devemos tomar cuidado para que não fique macia demais e se desmanche no processo de fervura. O ideal é testar uma bolinha da massa na água fervente. Se necessário ir adicionando a farinha até chegar ao ponto ideal. Fiz os cordões de massa, cortei os nhoques e os coloquei sobre uma superfície esfarinhada. Feito isso coloquei-os em água fervente (abundante!) retirando-os quando subiram a tona. Passeio-os pelo escorredor e coloquei em um recipiente levemente untado com azeite. 
                                                                   
 Iscas de Filé 

Cortei a carne em tiras médias. Dourei a manteiga junto com o azeite e somei a carne, deixei refogar um pouco. Depois acrescentei a cebola e o alho poró picadinhos. Deixei que murchassem. Sempre no fogo coloquei o vinho e deixei que o mesmo evaporasse. Coloquei a pimenta do reino (moída na hora) e o sal. Só então coloquei o creme de leite fresco. Mantive em fogo baixo até que o creme de leite se encorpasse e reduzisse de volume. Adicionei o cheiro verde e por fim, coloquei as iscas sobre o nhoque. Depois fomos para a parte mais chata: devorar a gostosura...

O nhoque em boa companhia...Agora sim!!!

Almôndegas assadas com bacon

Antes do forno...

Fazer uma comida rápida -  esquecendo das calorias que o bacon carrega em sua gostosura -  e que enquanto assa nos permita concluir o(s) acompanhamento(s)..e que além de tudo resulte em uma delícia...é tudo que a gente precisa de vez em quando. Então...vamos lá!

Ingredientes

1/2 kg de carne moída (usei coxão mole)
2 fatias de pão de forma sem casca
1/4 xícara (chá) de leite
1/2 xícara (chá) de cebola picadinha
noz moscada, pimenta do reino e sal a gosto
1 colher (sopa) de pimentão picadinho (opcional)
1 colher (sopa) de manteiga
azeitonas picadas a gosto
1 e 1/2 colher (sopa) aproximadamente de farinha de trigo
salsinha e cebolinha (cheiro verde) picadinho
1 ovo
bacon em fatias (na mesma quantidade das almôndegas)
2 cebolas médias cortadas em pétalas 
azeite
1 colher (sopa) vinagre balsâmico 

Como fiz

Primeiro umedeci o pão no leite. Esfarelei bem e deixei em uma peneira para escorrer o excesso de leite, apertando com uma colher para sobrar apenas a massa de pão. Coloquei essa massa na carne. Reservei.
Em uma frigideira dourei a cebola picadinha na manteiga e depois juntei o pimentão para uma leve salteada. Retirei do fogo e adicionei na mistura de carne com a massa de pão. Só então acrescentei os outros ingredientes: a noz moscada e a pimenta do reino moídas na hora, as azeitonas e o sal. Somei o ovo ligeiramente batido e o tempero verde. Misturei até que a mistura ficasse bem homogênea. Corrigi o sal. Próxima etapa foi colocar a farinha de trigo ...sempre um pouco de cada vez..apenas até o ponto de enrolar as bolinhas. Muita farinha pode deixar as almôndegas firmes em excesso (duras mesmo gente!). Atingido o ponto desejado, formei as almôndegas e as levei por aproximadamente uma hora na geladeira...para ficarem mais firmes (facilita na hora de colocar o bacon).
Depois desse tempo enrolei uma fatia de bacon em cada almôndega. Forrei um refratário com as pétalas das cebolas temperadas com um pouco de sal, azeite e o vinagre balsâmico (coloquei um pouco de cheiro verde também). Coloquei as almôndegas sobre essa "caminha" e levei ao forno, já pré aquecido  (180ºC) até que o bacon ficasse bem assado e crocante. 
Servi com salada de folhas verdes e arroz branquinho. As cebolas da caminha? Ficaram uma delícia.
Então foi assim!

Depois do forno...

domingo, 10 de novembro de 2013

Polenta cremosa com molho de cogumelos e de carne


Como os dias passam rapidamente! Esses tempos modernos que são repletos de compromissos, deveres e informações em tempo real parecem encurtar as horas...Então já estamos perto do Natal novamente e dá-lhe correria...se a gente não cuidar nem aproveita as festividades nem as férias. Tempo de meditação, de encontros e de ócio. Será que é isso mesmo? Tentar administrar o tempo exige hoje pós-graduação. Mas o jeito é tentar: porque o legal seria a gente engolir o tempo e não ele à nós!
Pensando nisso fiz essa polentinha: com tempo, carinho e bastante conversa "jogada fora" (será mesmo?) durante o seu preparo. Nada de pré-cozidos, carne já moída ou outras facilidades. 
Usei fubá mimoso e peneirado para ficar "mimosinho"...fubá de boa qualidade. O resultado foi uma polenta com textura fina e cremosa. Os molhos são um caso à parte: carne picadinha na ponta da faca - só depois de cozida, hein? E uma dupla de cogumelos imbatível: paris e shitake...frescos e cheios de sabor. Vamos lá, então? Mas só se tiver tempo, paciência e gulodice.
A polenta...

 Polenta
Ingredientes
5 xícaras (chá) de água
1 e 1/2 xícara (chá) de fubá "mimoso" (fino) peneirado
1 colher (sobremesa) de sal
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado grosso

Como fiz
Coloquei a água para ferver,assim que abriu fervura juntei o sal e uma colher (sopa) de manteiga. Depois fui adicionando o fubá aos poucos com a ajuda de um fouet até engrossar a mistura. Mexi mais um pouco, para que não restasse um "grumo" para chamar de meu. Feito isso reduzi a chama ao mínimo e deixei cozinhar até que a polenta se soltasse do fundo da panela. Na verdade deixei um pouco mais do que isso, para garantir um cozimento pleno. Durante esse tempo mexi a polenta algumas vezes e quando foi necessário adicionei um pouco mais de água fervente, muito pouco, o suficiente para manter a polenta na consistência desejada - molinha...molinha.
Antes de servir adicionei a sopa de manteiga restante e o queijo parmesão, mexendo bem até que a manteiga estivesse bem incorporada e o parmesão derretido.
Gente...sem palavras...uma das melhores polentas que minha modesta pessoa já executou. 
O molho de carne....

"Ragu" de Carne
Ingredientes
1/2 kg de coxão mole (ou outra carne de "segunda") cortado em cubos grandes
1 lata de tomate pelatti 
4 tomates bem maduros sem pele e sem sementes
1 cebola média micropicadinha (usei a roxa)
1 cenoura (pequena) ralada fina
1 xícara (chá) de vinho tinto seco
1 ramo de tomilho
salsinha e cebolinha à gosto
2 colheres (sopa) de azeite
pimenta do reino (opcional)
sal à gosto
1/2 colher (chá) de açúcar mascavo

Como fiz
Na panela de pressão (sim! eu confesso...) refoguei a cebola junto com o açúcar mascavo no azeite. Feito isso adicionei a carne, a cenoura raladinha (bem fino) e o vinho tinto... que deixei evaporar para só então juntar 2 xícaras (chá) de água fervente e um pouco de sal (que foi corrigido no final). Se quiser colocar pimenta a hora é essa, tá bom?
Fechei a panela e deixei a bichinha chiar por 10 minutos aproximadamente. Desliguei, retirei a pressão e verifiquei se a carne estava bem macia, em ponto de ser desfiada. Estava.
Retirei a carne e reservei seu caldo de cozimento. Desfiei a carne e ainda dei uma cortadinha com faca bem afiadinha. Fica parecendo (só de longe) uma carne moída...sóquenão...é outra coisa, outra textura e outro sabor.
Coloquei novamente a carne na panela e só então adicionei os tomates sendo que o pelatti foi processado e passado pela peneira. Somei o tomilho, mais um pouquinho de sal e 2  xícaras de água fervente. Deixei em fogo baixo até o molho encorpar, mexendo de vez em quando e se necessário juntando mais um pouquinho de água quente...os tomates em cubos devem quase se dissolver incorporando-se aos outros ingredientes. E no final deu nisso que a modesta foto acima está mostrando: um molho com personalidade, encorpado e ao mesmo tempo equilibrado. Foi fazer companhia ao molho de cogumelos, em uma disputa acirrada para se saber quem levou a taça de "melhor acompanhante" da polenta cremosa.

O molho de cogumelos...
Molho de Cogumelos
Ingredientes
2 xícaras (chá) de cogumelos paris frescos cortados em meia lua
1 xícara (chá) de cogumelos shitake frescos cortados em meia lua
1 colher (sopa) de manteiga
1/2 colher (sopa) de azeite
1 xícara (chá) de cebola cortada em meia lua
1 xícara (chá) de creme de leite fresco 
pimenta do reino moída na hora (opcional)
1/2 xícara (chá) de vinho branco seco
sal a gosto
salsinha picadinha a gosto

Como fiz

Limpei os cogumelos, como não podem ser lavados (absorvem água como uma esponja e depois ficam porosos) limpei-os com um pano úmido e depois sequei com papel toalha. Retirei os cabos e os fatiei em meia lua. Feito isso fatiei a cebola no mesmo formato e dei início aos trabalhos.
Coloquei na panela, a manteiga e o azeite junto com cebola em deixei que a mesma murchasse - usei a chama mínima para isso. Adicionei os cogumelos, a pimenta (acho essencial nessa preparação) e o vinho branco, aumentei a chama e deixei o vinho evaporar. Hora de colocar o creme de leite e o sal. Depois foi só reduzir o creme de leite, para mim está bom quando ele adquire uma tonalidade amanteigada (marfim). Retirei do fogo, coloquei o cheiro verde e estava pronto para (junto com o molho de carne) acompanhar essa polenta tão cheia de charme.
E foi assim...não tão simples, não tão rápido...mas com resultado extremamente compensador e delicioso! 
Os três...cada um em seu quadrado...ou na sua cumbuquinha...

Finalmente juntos...que trio!!


sábado, 12 de outubro de 2013

Miolo de alcatra com tomilho

Olha só a gordurice aparecendo - manteiga Aviação derretida com a contribuição do sabor que a carne, o alho e o tomilho deixaram na chapa. Ficou delícia!
Essa é uma receita mais ou menos baseada em uma preparação que vi em algum programa culinário (xiii..não lembro!).Procurei na Net e nesse blog 2nuts4spice encontrei algo parecido com o que lembrava.Não segui nem a receita do programa nem a do blog ao pé da letra...mas a carne ficou boa. Não é um medalhão ou coisa parecida. É "bife" mesmo. Não muito fino nem muito alto. Por dentro ficou rosado. Externamente os temperos (principalmente a pimenta) conferiram essa aparência -mais escura -que eu, particularmente, sempre acho apetitosa.O tomilho e o alho tostadinhos ficam tudo de bom.
Foi acompanhada de um espinafre enformadinho que ainda vai dar seu ar da graça por aqui.

Ingredientes

1 kg de miolo de alcatra cortado em bifes
6 ramos de tomilho fresco
6 dentes de alho grandes, descascados e levemente amassados (pode usar com casca, tá?)
sal a gosto 
pimenta do reino moída na hora (suficiente para cobrir os dois lados da carne)
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de manteiga
vinagre balsâmico (opcional)

Como fiz

Primeiro temperei a carne com uma colher (sopa) de azeite e um pouquinho de vinagre balsâmico. Reservei.
Preparei o alho (retirei a casca e dei uma leve amassada com a faca) depois lavei e sequei os ramos de tomilho. Feito isso polvilhei sal e a pimenta do reino (generosamente) que foi moída diretamente sobre os bifes - nos dois lados deles.
Aqueci bem uma frigideira (daquelas quadradas que fazem o tal vinco na carne) coloquei a colher de azeite restante e os bifes. Na sequência e de ladinho juntei os ramos de tomilho (reservei um para "enfeitar"). 
Deixei a carne "suar" (quando verte o sangue) e virei de lado. Nessa etapa coloquei os ramos de tomilho sob os bifes.Essa operação dura o tempo do gosto de cada um: mal passado, ao ponto ou bem passado. Aqui no cafofo é "ao ponto" para meu filho e eu. A filha é meio vampirinha, gosta da carne mal passada.O tomilho dá um sabor delicioso à carne, sem falar que ele próprio ficou uma gostosura - fritinho e crocante.
Após atingir o ponto desejado, já com o fogo desligado e com os bifes, o alho e o tomilho devidamente acomodados em outro recipiente, coloquei a manteiga na frigideira que se derreteu só no calor e absorveu os sabores que nela ficaram. Reguei a carne com a manteiga, coloquei o tomilho reservado (para embelezar, né?) e ...prontinho! 
Hummm!!!