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sábado, 27 de janeiro de 2018

Penne com molho de espinafre e nata

É muito bom ter sempre à mão um pacotinho de massa...qualquer massa, né não?
Massa com preparo caseiro é um luxo para de vez em quando: tem que ter tempo, disposição, vontade e boa companhia. 
Existem no mercado massas de boa qualidade, é só procurar e se informar. Foi-se o tempo que comprar massa pronta trazia o risco dela se desmanchar na água. Além de tudo um macarrão sempre salva a gente na hora do aperto seja este causado pela preguiça ou por uma visita inesperada, afinal cabe qualquer coisa para se fazer um molho...é só olhar a despensa e a geladeira. Dessa vez tinha espinafre, nata fresca e parmesão em peça. Oba!!

Ingredientes

250 g de macarrão (usei penne grano duro)
1 colher (sopa) de manteiga
1/2 colher (sopa) de azeite extravirgem
2 xícaras (chá) de nata
1/2 xícara (chá) de cebola micropicadinha
1 1/2 xícara (chá) de espinafre limpo e picadinho
sal a gosto
noz moscada (ralada na hora) a gosto
queijo parmesão (ou tipo) ralado grosso

Como fiz

Derreti,em fogo baixo, a manteiga junto com o azeite e acrescentei a cebola. Deixei refogar até ficar transparente. Coloquei o espinafre e deixei cozinhar até que o líquido liberado pelo vegetal quase secasse. 
Adicionei a nata (se esta for muito espessa coloque um pouquinho de leite) e o sal. Deixei cozinhar,  sempre em fogo baixo, até que a nata adquirisse a coloração creme. Corrigi o sal e já fora do fogo coloquei um pouco de noz moscada (cuidado nessa hora...a noz moscada entra para acrescentar sabor e não para apagar os outros sabores).
Coloquei o molho ainda bem quente sobre o macarrão já cozido e al dente. Polvilhei com o queijo parmesão. Fica muito melhor acompanhado com uma taça de um bom vinho tinto (sec ou demi sec).

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Rocambole de mandioquinha

Mandioquinha é uma delícia de qualquer forma: purê, pão, sopa, gnocchi, chips, risoto, refogadinha...que maravilha que é!
Dessa vez resolvi utilizar a gostosura para fazer um rocambole. Nada muito diferente do rocambole de batata, mas que sabor a mandioquinha confere ao dito cujo! Vale à pena experimentar!
A receita da massa foi tirada daqui: ttp://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br
Mas fiz algumas modificações
À receita!

Ingredientes

Massa 
3 xícaras (aproximadamente 1/2 kg) de mandioquinha 
2 ovos (gemas peneiradas, tá?)
3 colheres (sopa) de manteiga
1/2 xícara (chá) de leite
aproximadamente 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
sal a gosto
noz moscada a gosto.

Recheio
300 g de carne moída (usei coxão mole)
2 colheres (sopa) de óleo de milho
1xícara (chá) de cebola micropicadinha
1/2 xícara (chá) de tomate cortado em cubos - sem pele/sem sementes
1 folha de louro
pimenta do reino a gosto
azeitonas picadinhas
salsinha e cebolinha picadinhas a gosto

Molho de tomate para a cobertura (já tem a receita no Comidinha)
Queijo parmesão (ralado na hora)

Como fiz

Massa do rocambole 
Descasquei as mandioquinhas, cortei-as em pedaços e cozinhei em água e sal.
Enquanto a mandioquinha cozinhava, bati as claras em neve, reservei e separei os demais ingredientes.
Depois das mandioquinhas estarem cozidas, passei pelo espremedor, juntei as gemas, a manteiga, a farinha de trigo, a noz moscada ralada na hora e por último as claras em neve. Misturei delicadamente.
Untei e enfarinhei uma assadeira retangular, pequena, e com a ajuda de uma espátula de silicone (também untada com óleo) espalhei a massa sobre ela. Deixei a superfície o mais lisa e nivelada possível, com aproximadamente 0,5 cm de espessura.
Levei para assar em forno pré aquecido (180ºC), por aproximadamente 25 minutos (depende do forno), até a superfície ficar dourada.

Recheio

Primeiro dourei o alho no óleo aquecido e depois acrescentei a carne moída, sempre mexendo para não formar grumos. Depois da carne estar refogada juntei a cebola, o tomate, o louro, o sal e a pimenta do reino. Misturei bem e depois coloquei 1/2 xícara (chá) de água quente. Tampei a panela e deixei cozinhando em fogo baixo, até a carne ficar com um molhinho espesso (mas quase seca). Adicionei o tempero verde picado,as azeitonas, retirei a folha de louro e desliguei o fogo.

Montagem

Agora é que são elas!
Estendi um pano de prato (limpo e um pouco úmido) na mesa, sobre ele desenformei o rocambole, coloquei o recheio (deixando uma distância nas bordas, para o recheio não vazar quando fosse enrolado).
Depois, delicadamente,com a ajuda do pano de prato fui enrolando, pressionando a massa levemente, mas sem apertar muito (para não rachar).
Transferi para uma travessa, coloquei molho de tomate (bem quente) sobre o rocambole e finalizei polvilhando queijo ralado.

Parece difícil mas não é ,viu?
Mas tem que ter jeitinho....

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Calzone

Para variar a pizza (onipresente) resolvi fazer um calzone, mas não queria utilizar a receita da massa básica de pizza e simplesmente dobrá-la.
Fiz essa massa que achei aqui: http://entretenimento.band.uol.com.br/diadia. Foi uma massa fácil de manipular, ficou sequinha e crocante. A receita pedia que fosse pincelada com gema de ovo, o que não fiz. Achei que não combinava e também utilizei linguiça fresca toscana no lugar da linguiça "tipo" calabresa. Eu não utilizo mais essa linguiça "tipo", pois em todos os rótulos das marcas disponíveis verifiquei que um dos ingredientes utilizados é a tal CMS (carne mecanicamente separada) de aves. 
Sinceramente? Que saudades do tempo que as linguiças não levavam essas coisas. Quando encontro (na minha cidade não acho) linguiças (calabresa ou portuguesa) originais/defumadas aproveito e compro bastante. Dessa vez não tinha. Demora um pouco mais (tirar o invólucro, desmanchar o recheio e fritá-lo até ficar sequinho)...mas compensa, pois fica uma delícia.

À receita!

Massa

1 xícara (chá) de água
1/2 xícara (chá) de leite
1 envelope de fermento biológico seco (10 g)
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 colher (sobremesa) de sal
1 colher (sobremesa) de açúcar
aproximadamente 1/2 kg (500 g ) de farinha de trigo peneirada

Recheio

4 gomos de linguiça toscana frescal ( ou calabresa se preferir)
1 xícara (chá) de cebola micropicadinha
2 tomates grandes (sem pele/sem sementes) picadinho
1/2 xícara (chá) de azeitonas cortadas ao meio
2 colheres (sopa) de azeite
orégano a gosto -para o recheio e para polvilhar
200 g de muçarela ralada 


Como fiz

Massa

Juntei a água com o leite e aqueci ligeiramente (tem que ficar morninho, para não "cortar" o efeito do fermento). Depois misturei o fermento (mexi bem para dissolver o máximo possível), o azeite de oliva, o sal e o açúcar. Misturei bem até a mistura ficar homogênea. Despejei em um recipiente grande o suficiente para poder manusear a massa. Fui acrescentando a farinha de trigo aos poucos, misturando bem, até a massa desgrudar da mão. Depois disso sovei por aproximadamente 5-8 minutos. Deixei descansar por 1 hora, dentro do forno fechado. Enquanto isso fiz o recheio.

Recheio

Fritei a linguiça no azeite até que ficasse bem sequinha. Escorri o excesso de gordura e juntei a cebola. Deixei dourar. Acrescentei o tomate que deixei cozinhar até ficar macio e não ter mais líquido (o tomate solta líquido que não pode ir para o recheio, pois amolece a massa). Retirei do fogo e adicionei as azeitonas e o orégano. Reservei até chegar à temperatura ambiente.

Montagem

Untei uma forma de pizza com um pouco de azeite (camada bem leve). Abri a massa  (não muito fina para o recheio não vazar), formei um círculo (do tamanho aproximado da forma). Cuidadosamente depositei a massa sobre a forma e então cobri metade da massa com a muçarela. Depois coloquei o recheio de linguiça sobre o queijo. 

Observação: não pode colocar o queijo nem o recheio próximos das bordas, tem que deixar um espaço para o fechamento da massa.

Dobrei a massa ao meio (todo o cuidado é pouco nessa hora, para a massa não rasgar). Apertei as bordas, fechando bem. Salpiquei com orégano e levei ao forno pré-aquecido (200º C) por aproximadamente 15 minutos (depende do forno). Esperei que o calzone ficasse bem dourado para retirar do forno. Servi imediatamente.


domingo, 24 de julho de 2016

Talharim caseiro - com um tico de semolina


Sendo apenas uma cozinheira amadora e curiosa, tenho altos e baixos. Erros e acertos. Nada relacionado à alta gastronomia, mas sim à uma comidinha caseira caprichada. Alguns resultados ficam abaixo do esperado, outros dentro e alguns bem acima. Como essa massa de macarrão.
Estou me sentindo uma verdadeira "mama", cheia de orgulho...quando vi a massa pronta nem acreditei que tinha sido feito por essas mãozinhas aqui! 
Já fiz outras massas de macarrão, muito boas aliás, cujas receitas estão aqui no bloguinho. Mas essa me ganhou totalmente!
Não precisou ninguém elogiar, eu mesma fiz isso por diversas vezes. E fiz sem máquina mesmo...foi no rolo de macarrão e no "muque". Mas como era para apenas duas pessoas, a massa era pouca e deu para trabalhar sem muito cansaço. 
E o clima ajuda, né? Nada de suadouro..rsrsrs. 
Enfim fala-se que deve ser calculado 100 g de farinha de trigo por pessoa, mas rendeu muito e três pessoas com bom apetite comeriam a delícia.
Para deixar a massa mais firme, usei um pouco de semolina e como iria utilizar 200 g de farinha, calculei 50 g de semolina, mas na hora caiu 65 g na balancinha e deixei rolar. Ficou perfeita, viu?
A massa secou rápido, cozinhou bem, sem desmanche e sem perda da consistência durante o cozimento.Depois de escorrida ficou bem soltinha. Maravilhosa!!!
Agora chega de  exibição e vamos à receita.

Ingredientes

135 g de farinha de trigo especial (usei a Renata)

65 g de semolina (usei a Renata...também)
2 ovos grandes

e...Só!

Como fiz

Primeiro peneirei as gemas e depois juntei às claras. Mexi levemente (nada de bater os ovos, não é pão de ló, viu?).
Pesei, misturei as farinhas e peneirei. Depois coloquei sobre uma superfície lisa e plana, fiz uma cova no meio na qual coloquei os ovos levemente misturados. Fui incorporando a farinha de fora para dentro. Tem que ter paciência, no começo parece que não vai dar ponto, mas dá.
O tamanho dos ovos e a qualidade da farinha influenciam no ponto da massa. Se ficar dura demais (mas depois de bem trabalhada, nada de pressa) juntar um pouquinho de água ( "pouquinho" mesmo) e voltar à sovar. Se ficar mole juntar um pouquinho de farinha de trigo. Importante lembras que a massa para macarrão é dura mesmo. Mas deve ser bem sovada e ficar lisa.
A massa foi sovada (com força), por alguns minutos, até ficar homogênea. 
Após atingir a textura desejada, envolvi a massa (em formato de bola) em um filme plástico e deixei descansar por 40 minutos.
Após esse tempo abri a massa até que está ficasse bem fina (dividi a massa em duas porções para ficar mais fácil trabalhá-la). Depois enrolei como rocamboles e cortei em tiras finas. 
Esperei a massa secar um pouco e a coloquei em uma panela grande, com bastante água (com um pouco de sal) fervente e esperei que subisse à superfície. Deixei cozinhar por mais uns dois minutos aproximadamente (tem que ficar cozida mas firme). Escorri bem.



Observação 1: essa massa foi servida com brócolis cozido e passado no azeite e alho (bem douradinho).. 
Observação 2: calcular 1 ovo inteiro para cada 100 g de farinha dá muito certo!
Observação 3: não precisa colocar sal na massa, a água onde é cozida leva sal e o brócolis salteado também é salgado. Se for fazer com outro molho, este também cederá sal à massa.





segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sorrentinos de espinafre e queijo



Eu gosto muito de espinafre...mas tenho encontrado dificuldades para comprá-lo, pois é muito difícil sua oferta nos supermercados e feiras daqui. No entanto minha amiga Diletinha tem a preciosidade em seu quintal e pasme-se!...não gosta muito, não dá bola...que bom pois sobra mais para mim. Esse sorrentino foi recheado com os espinafres frescos, muito saudáveis e lindos que ganhei da amiguinha.
Vamos à receita?

Ingredientes

Massa

200 g de farinha de trigo peneirada
2 ovos (gemas peneiradas)
2 colheres (sopa) de óleo de milho
1 pitada de sal (opcional)

Recheio

1 e 1/2 xícara (chá) de espinafre já refogado
1/4 xícara (chá) de queijo cremoso (usei cream cheese)
1/4 xícara (chá) de queijo parmesão ralado 
2 colheres (sopa) de cebola micropicadinha
1 colher (sopa) de azeite
sal à gosto

Como fiz

Massa
Primeiro coloquei a farinha em um recipiente grande o suficiente para poder trabalhar a massa. Reservei. Em seguida misturei os ovos levemente e juntei aos mesmos o óleo e a pitada de sal. Misturei levemente.
Abri uma cova no centro da farinha e nela coloquei a mistura de ovos, óleo e sal. Fui puxando a farinha de fora para dentro, até que a mistura de ovos estivesse perfeitamente incorporada à farinha e formasse uma bola (pode ser que a massa fique um pouco dura demais para trabalhar, isso depende muito da qualidade da farinha e do tamanho dos ovos. Nesse caso acrescente um pouquinho de água, com muito cuidado, só até a massa ficar maleável). Transferi a massa para uma superfície polvilhada com farinha de trigo e sovei bem. Essa não é uma massa macia, é mais para dura mesmo. No entanto deve ficar bem lisa e soltando da superfície para estar no ponto.
Depois deixei a massa descansar por 40 minutos coberta com filme plástico (para não ressecar).

Recheio

Primeiro coloquei o espinafre (folhas inteiras) em uma panela  bem quente. Juntei 2 colheres (sopa) de água. Esperei o espinafre murchar completamente. Retirei do fogo e coloquei em uma peneira, apertando bem o espinafre contra ela, para retirar toda a água formada durante o cozimento (o recheio não pode ser muito molhado, pois amolece a massa). Piquei o espinafre bem  miúdo.
Depois refoguei a cebola no azeite, coloquei o espinafre e um tico de sal (lembremos que o parmesão é salgado). Deixei uns minutos no fogo, até que ficasse bem sequinho. Retirei do fogo e esperei chegar à temperatura ambiente quando incorporei o queijo parmesão (ralado na hora,tá? ...porque você não vai se desmilinguir toda fazendo massa caseira e depois colocar um queijo qualquer comprado já ralado, né?) e o cream cheese. Misturei bem e reservei.

Montagem

Abri bem a massa até ficar quase transparente (mas nem tanto que não suporte o recheio e nem o cozimento). Com a ajuda de um cortador abri círculos na massa, coloquei o recheio no centro e cobri com outro círculo. Fechei as bordas (uso passar um pouco de água nas bordas para facilitar o fechamento, tem quem prefira clara de ovo, você quem sabe.) e depois apertei-as bem com um garfo (usei um pequeno).

Finalização

Coloquei bastante água em um caldeirão grande e levei ao fogo alto, depois da água levantar fervura (deve estar no ponto máximo de ebulição) coloquei os sorrentinos, aos poucos. Esperei que subissem à tona, deixei cozinhar por aproximadamente dois minutos. Retirei-os com a ajuda de uma escumadeira e deixei em uma peneira para escorrer toda a água  (sempre vem um pouco, né?). 
Finalmente coloquei os sorrentinos no recipiente onde foram servidos, cobri-os com uma boa porção de molho de tomates (sugo) caseiro e finalmente cobri a massa com uma generosa camada de queijo parmesão raladinho na hora.

Achei essa receita deliciosa, a única demora  está em abrir a massa e formatar os sorrentinos. Mas como eles crescem bastante quando cozidos, também rendem bastante...o que é muito bom!









domingo, 10 de abril de 2016

Pierogi




Então deu a louca e resolvi fazer pierogi. É um prato de origem polonesa, bastante consumido aqui no Paraná, principalmente na região Sul do estado. Existem diversas receitas da iguaria, cada família tem uma para chamar de sua. Pesquisando na Internet, a gente percebe que apenas a receita da massa varia pouco. A batata e a ricota geralmente constam no recheio, mas o tempero e a forma como os dois ingredientes são trabalhados também divergem. E, finalmente, o molho este sim bastante sujeito à variações diversas. 
Para fazer o "meu" pierogi escolhi a receita da massa aqui e ali, o recheio adaptei ao meu gosto e o molho também. 
Na próxima vez cobrirei os pierogis apenas com manteiga e cebola levemente queimada. Hummm!!
As fotos estão, como dizia meu filho quando criança, uma "dloga", mas estava só com o celular à mão. Fazer o quê, né?
Vamos à receita?

Ingredientes

Massa
500 g de farinha de trigo peneirada
1 gema de ovo (peneirada)
250 ml de água
1 colher (sopa) de óleo de milho
1 colher (café) de sal

Recheio

3 batatas médias cozidas e amassadas
1 xícara (chá) de ricota esfarelada
salsinha e cebolinha picadas a gosto
sal a gosto
1 colher (chá) de azeite extravirgem
1 colher (sopa) generosa de requeijão 

Molho (Cobertura)
200g de creme de leite fresco ou nata
1 colher (chá) de manteiga
1 colher (chá) de azeite
1/4 xícara (chá) de cebola picadinha
1 pitada de noz moscada (de preferência ralada no momento do preparo)
sal a gosto

Como fiz

Massa
Coloquei metade da farinha de trigo em um recipiente próprio para fazer massa. Abri uma cova no centro e coloquei a gema, o sal, o óleo e a água já previamente misturados. Fui incorporando com as mãos e adicionando mais farinha até a massa ficar homogênea. Sovei um pouco apenas. Depois levei à geladeira por aproximadamente 20 minutos para descansar. 
Enquanto isso preparei o recheio.

Recheio
Amassei as batatas junto com a ricota e o sal. Incorporei bem. Juntei o azeite e o tempero verde. Misturei novamente. Finalmente acrescentei o requeijão e mexi apenas o suficiente para dar "liga". 

Molho (Cobertura) 
Dourei a cebola no azeite e na manteiga. Juntei o creme de leite, o sal e a noz moscada. Deixei levantar fervura e cozinhei por mais alguns minutos (aproximadamente três). Retirei do fogo e reservei.

Montagem
Abri a massa com a ajuda de um rolo de macarrão, em uma superfície lisa e untada com farinha de trigo, abri até uma espessura fina o suficiente mas não tanto que não suportasse o recheio (entenda essa charada!).
Abri em círculos com a ajuda de um cortador redondo (a boca de um copo desempenha muito bem a mesma função). Coloquei  sobre cada círculo uma colher (sopa) do recheio. Fechei e depois apertei as bordas com um garfo para que os pierogis ficassem bem vedados.

Finalização
Cozinhei os pierogis em bastante água fervente, até que subissem à tona. Deixei mais 1 minuto e os escorri bem. 
Arrumei os pierogis em uma travessa. Aqueci o molho e reguei a massa.
Então foi assim!! Digo e repito: comida polonesa, de origem simples, mas deliciosa em sua frugalidade. 



segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pizza do cafofo

Achei essas fotos nos rascunhos do blog. Foto de celular. É a pizza que faço faz anos aqui no cafofo. A massa já foi base de muitas (incontáveis!) mini-pizzas dos aniversários ou lanchinhos com os amigos dos filhotes.
Receita de massa de pizza tem milhares, essa com certeza não difere da maioria, mas como é um blog voltado principalmente para meus filhos...vou postá-la.
Não é a massa como dever ser: fermentação lenta, forno à lenha e outros babados mais. No entanto cumpre seu papel com honestidade. Fica leve, crocante e suporta bem qualquer cobertura. Sou dos tempos em que ainda não era moda tantos ingredientes em recheios, sanduíches e coberturas. E penso que era melhor assim, para mim até na culinária "menos é mais".
Comprei uma pedra para assar pizza, e vou testar uma nova receita de massa, só para inaugurar a bichinha. Se tal fato ocorrer (e a preguiça de fazer a "curagem" da tal pedra?) e o resultado for decente com certeza esse blog...vai saber.
À receita

Ingredientes

Massa
30 g de fermento biológico (2 tabletes de 15 g cada)
2 colheres (chá) de açúcar
2 colheres (chá) de sal
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de água morna
aproximadamente 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
Molho
6 tomates bem maduros sem pele e sem sementes
1/4 xícara (chá) de cebola picadinha (bem micro)
sal à gosto
1 colher (sopa) de azeite extravirgem
orégano fresco ou desidratado (opcional)

Como fiz
Massa

Primeiro dissolvi o fermento no açúcar, ou seja coloquei o açúcar sobre os tabletinhos de fermento, misturei até que o fermento se dissolvesse. Juntei então a água morna já com o sal e o azeite  misturados e mexi. Depois fui adicionando a farinha aos poucos, sempre incorporando muito bem antes de uma nova adição. É importante essa parte do processo, pois se não trabalharmos bem a massa, corremos o risco de adicionar farinha em excesso. Fui colocando a farinha até que se formasse uma bola (nessa etapa a massa fica lisa e se solta das mãos). Coloquei em um recipiente levemente untado com azeite, cobri bem e coloquei no forno (desligado,né?). Esperei a massa crescer até dobrar de volume (o tempo de crescimento depende muito das condições climáticas, quando mais quente mais rápido a massa cresce).
Molho

Enquanto a massa crescia preparei o molho. Processei os tomates grosseiramente (não deixei liquidificar), juntei as cebolas e o azeite. Deixei descansar. Faço o molho cru, gosto mais. Mas cada um tem o seu predileto, né?
Observação: Só coloco o sal na hora de utilizar o molho, para que o tomate não se desidrate e solte água. 

Finalização

Após a massa dobrar de volume apertei-a contra o fundo do recipiente para retirar o excesso de ar. Depois, sobre uma superfície esfarinhada, abri-a com o auxílio de um rolo de macarrão até que ficasse redonda e no tamanho das formas onde as pizzas seriam assadas. Untei levemente as assadeiras com azeite - fiz duas pizzas pequenas mas pode ser apenas uma de tamanho maior - e deixei descansar por mais 15 minutos. A massa vai crescer mais um pouco. 
Coloquei um pouco do molho em cada disco mas reservei a mesma quantidade para utilizar depois. Essa massa foi levada ao forno pré-aquecido (forno alto - 220ºC) para um pré assada. Quando começou a dourar retirei do forno. Esperei esfriar um pouco, espalhei o restante do molho e as coberturas. 
Nesse caso as coberturas escolhidas foram: muçarela de búfala, tomate, azeitonas pretas e manjericão fresco que só foi colocado na hora de servir e muçarela comum, palmitos e orégano. As duas pizzas foram devida e fartamente regadas com azeite.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Gnocchi de mandioca com camarões




E continuamos a amar gnocchi (nhoque)..de todas as naturezas,de todos os ingredientes e com todo tipo de molho possível. Delícia,delícia...
A composição dessa massa (sempre com poucos ingredientes), a "falsa" simplicidade e a versatilidade para "aceitar" molhos diversos torna o gnocchi a minha massa predileta.
Tem que usar ingredientes de primeira, tem que saber a hora certa de parar de colocar farinha, tem que retirar da água fervente assim que subir à tona e sobretudo tem que ter "aquele" molho..."aquele" acompanhamento.
Gnocchi para mim é um dos exemplos de que "menos é mais".
Dessa vez fiz um bem brasileirinho reunindo mandioca (aipim) e camarões. Precisa dizer mais?
À receita!


Ingredientes

Gnocchi
2 xícaras (chá) de mandioca cozida com sal e passada pelo espremedor
1 ovo inteiro (pequeno)
noz moscada a gosto
1 colher (sopa) de manteiga
aproximadamente 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo

Molho 

Camarões
800 g de camarões médios rosa
suco de meio limão (pequeno)
1 colher (sopa) de manteiga
1/2 colher (sopa) de azeite
salsinha micropicadinha a gosto
sal a gosto
1/2 xícara (chá) de cream cheese (opcional)

Como fiz

Gnocchi
Primeiro cozinhei a mandioca (retirei o "fiapo' central antes) com água e sal. Depois de cozida (tem que ficar bem molinha), escorri e passei ainda quente pelo espremedor de batatas. Utilizei 02 xícaras (chá) desse purê. Mexi bem e reservei até que esfriasse.
Depois de frio, juntei a manteiga, a noz moscada (bem pouco e ralada na hora) e o ovo (levemente misturado). Mexi bem até que os ingredientes ficassem perfeitamente incorporados. O próximo passo foi adicionar a farinha de trigo, sempre aos poucos e incorporando bem, até que a massa adquiriu o ponto ideal para enrolar e ser cortada. A mandioca exige bem menos farinha que a batata, muito pouco mesmo, portanto qualquer excesso desse ingrediente pode deixar a massa pesada (massuda) e com gosto de farinha. 
Depois fiz cordões (rolinhos) de aproximadamente 1 e 1/2 cm de largura e os cortei em pedaços (usei meu dedo indicador como medida da largura). 
Depois de prontos fui colocando pequenas porções em uma panela com água fervente. Assim que subiram à superfície, retirei-os com o auxílio de uma escumadeira e coloquei-os em uma peneira até que ficassem bem enxutos. Depositei cada porção em um refratário levemente untado com azeite até que todos os gnocchis estivessem prontos.

Molho
Então ... a receita do molho de tomates (ao sugo) está no link acima. OK?

Camarões
Limpei os camarões (retirando suas vísceras tanto do dorso como da parte de baixo), lavei-os e deixei de molho por alguns minutos em água com o suco limão. Escorri bem.
Em uma frigideira de fundo grosso aqueci a manteiga junto com o azeite. Coloquei os camarões e refoguei-os rapidamente, até mudarem de cor. Adicionei o sal, a salsinha e o cream cheese. Incorporei bem. 
Finalização
Sobre os gnocchis coloquei o molho de tomates bem quente e sobre este os camarões. Servi imediatamente
Observação: Usei o cream cheese porque estava dando sopa na geladeira, mas com os camarões apenas grelhados fica muito bom também.
Que tals?
Que tals, que tals?

domingo, 29 de março de 2015

Massa de espinafre com molho de cebolas, nata e amêndoas



Acho muito complicado ter que pensar no que fazer para as refeições diárias  mas já passei dessa fase (filhos crescidos, morando longe, visitas ocasionais e o trabalho que não cede tempo). Mas gosto muito de cozinhar em dias amenos, para quem eu gosto e sobretudo trabalhando em uma preparação que não é frequente ou está em fase de "experimentação". Sempre que posso faço massa caseira,acho fácil, acho relaxante, acho o resultado delicioso e gosto sobretudo das etapas (desde que entre conversas, risos e tudo o mais).
Dessa vez arrisquei no pappardelle de espinafre, até poque gosto de massas largas, amo espinafre e também -vamos ser sinceros -por ser mais rápida a finalização. Pois é, penso em comprar a maquininha de macarrão, mas sempre deixo para depois. Desse ano não passa!
Quanto ao molho bem...eu simplesmente adorei. Cebolas super douradas na manteiga, com nata (creme de leite fresco) e lâminas de amêndoas. Esse molho vai merecer repeteco no cafofo!!!
À receita

Ingredientes

Massa
2 ovos inteiros (peneirei as gemas)
1 xícara chá de espinafre passado no azeite
1 colher (sobremesa) azeite
sal a gosto (aproximadamente 01 colher de chá)
aproximadamente  400 g de farinha de trigo (peneirada)

Molho
2 cebolas (médias) cortadas em meia lua
1 colher (sopa) manteiga
1 colher (sobremesa) de azeite
noz moscada à gosto
sal a gosto
pimenta do reino branca a gosto (opcional)
300 g de creme de leite fresco
aproximadamente 1/3 de xícara (chá) de amêndoas laminadas e tostadas  




Como fiz

Massa
Primeiro limpei,lavei e escorri bem o espinafre. Aproveitei talos e folhas. Em seguida, aqueci o azeite e nele refoguei o espinafre até que murchasse, retirei do fogo e reservei que o espinafre atingisse a temperatura ambiente.
No copo do liquidificador coloquei os ovos (usei ovos grandes) e o sal. Bati um pouco e depois juntei o espinafre reservado. Bati bem até que o vegetal ficasse bem triturado.
Em um recipiente grande coloquei 3 xícaras (chá) de farinha de trigo peneirada. Fiz uma cova (buraco) no meio e nela despejei a mistura do liquidificador. Fui incorporando essa mistura à farinha aos poucos, de dentro para fora, até dar o ponto. Ou seja: quando está macia, mas não aderindo nem nas mãos nem no fundo do recipiente. Deve ficar uma massa bem homogênea, firme e macia ao mesmo tempo.
A quantidade de farinha é aproximada, pois o ponto vai depender do tamanho dos ovos e da qualidade da farinha. Eu tive que ir polvilhando mais farinha,sempre aos poucos, mas foi um pouquinho só além das 3 xícaras.
Feito isso levei a massa, embalada em filme plástico, para o geladeira, por uns 40 minutos.
Depois desse tempo, separei a massa em 3 partes e estendi cada porção com a ajuda de um rolo (antiguinho mesmo, tá?) sobre uma superfície polvilhada com farinha de trigo. Fiz essa operação algumas vezes até que a massa ficasse na espessura desejada.
Eu queria uma massa mais rústica e por isso não deixei muito fina. Depois de "esticada" cada porção foi enrolada como um rocambole. Polvilhei bem farinha de trigo sobre toda a superfície da massa, para que esta não grudasse na hora de desenrolar.
Feito isso,cortei cada "rocambole" em pedaços de aproximadamente 1 cm (usei o dedo indicador como "marcador"..rsrsrs). Cortei e desenrolei como se vê nas fotos. Deixei as "tiras" de massa descansando sobre uma superfície esfarinhada. Coloquei uma panela grande com bastante água e um pouco de sal e levei ao fogo.
Observação: a medida de espinafre é 01 xícara  (chá) de espinafre já refogado.
Enquanto esperava a água levantar fervura preparei o molho.

Molho

Coloquei o azeite e a manteiga em uma panela de fundo grosso,fogo baixo, e esperei a manteira derreter e dourar levemente. Depois juntei as cebolas (cortadas em meia lua e na espessura média). Sempre mexendo até que as cebolas atingissem uma bela cor dourada escura (quase caramelizada). 
Juntei o creme de leite, a noz moscada (pouca e moída na hora), sal e um tico de pimenta do reino branca. Esperei levantar fervura, deixei mais alguns minutos, sempre em fogo baixo, até o creme de leite ficar um pouco mais espesso. Desliguei o fogo e reservei.

Finalização 

Coloquei a massa na água fervente (bem fervente mesmo, hein?) e esperei que subisse à tona, deixei mais alguns poucos minutos (tem que ficar ao dente), escorri e coloquei em um refratário. Aqueci o molho, despejei-o sobre a massa e sobre ele as lâminas tostadas de amêndoas.
Devo dizer que foi uma das melhores massas que essa "modesta" cozinheira já fez!!!
Como diz a moçada por aí: super recomendo!


Ficou uma lindura!!!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Nhoque de inhame e batata inglesa

Continua a saga do nhoque (gnocci). Dessa vez foi uma misturinha de inhame com batata inglesa.
Para uma apaixonada por essa massa o resultado foi delicioso!

Precisa mais?

Ingredientes

2 xícaras (chá) de inhame espremido e cozido em água salgada
1 xícara (chá) de batata inglesa (Asterix) espremida e cozida em água salgada
1 ovo inteiro (pequeno)
noz moscada a gosto (mas com cuidado!)
1 colher (sopa) bem cheia de manteiga sem sal
aproximadamente 3/4 de xícara (chá) de farinha de trigo
salsinha micropicadinha (opcional)

Como fiz

Cozinhei (em panelas separadas devido a diferença de tempo de cozimento) o inhame e a batata inglesa em água salgada. Escorri muito bem e passei os ingredientes ainda quentes pelo espremedor de batata diretamente no recipiente onde a massa iria ser trabalhada.Esperei esfriar um pouco.
Misturei bem e juntei o ovo (ligeiramente batido), a noz moscada (ralada na hora) e a manteiga. Trabalhei a massa até ficar homogênea. Reservei até que ficasse em temperatura ambiente.
Depois dessa etapa adicionei a salsinha e fui colocando a farinha de trigo aos poucos, sempre incorporando bem antes de acrescentá-la novamente. A quantidade de trigo depende da batata (se mais ou menos enxuta). Nessa receita usei aproximadamente 1/2 xícara (chá) de trigo.
É importante cuidar do ponto exato da massa: deve ficar firme o bastante para não se desmanchar durante o cozimento mas não com farinha em excesso (que compromete a textura e o sabor do nhoque).
Feito isso formatei cordões de massa e os cortei no tamanho desejado. Em seguida foram colocados em água fervente (caldeirão grande para que os nhoques tenham espaço suficiente para subir à tona sem "embolar" com os outros), esperei virem à tona e os escorri. 
Receberam um molho caseiro e caprichado de tomates. Precisava mais?


Spaghettini com camarões


Passada a comilança de Natal a gente anseia pelo velho e bom feijão com arroz, né? Ou por uma comidinha leve, com cara de verão e férias. Uma massa com camarões acompanhada de um vinho branco geladinho combina com nosso desejo?
Aqui combinou. E foi uma deliciosa pausa nos exageros natalícios...
Hummm!!!
Ingredientes

1/2 pacote de sphagettini (de boa qualidade, né?) 
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de azeite
pimenta do reino a gosto
1/2 cebola micropicadinha
800 g de camarão médio rosa
suco de 1/2 limão
sal a gosto
salsinha micropicadinha
1/2 xícara (chá) de vinho branco seco

Como fiz

Primeiro limpei os camarões (dorso e parte de baixo...) e deixei-os por alguns minutos em água com o suco do limão. Escorri e reservei.
Em um frigideira de fundo grosso e espaçosa o suficiente para manipular o macarrão coloquei o azeite e a manteiga. Esperei aquecer bem e juntei a cebola até que esta dourasse. O próximo passo foi colocar o vinho (agora em fogo baixo) e esperar que reduzisse seu volume momento em que acrescentei os camarões foram acrescentados, esperei que ficassem rosados e reservei (já com o fogo desligado).
Enquanto isso cozinhei o macarrão em água abundante, fervente e salgada. Cozinhei até que ficasse "al dente"...porque nada pior que um macarrão molengo e com gosto de nada para estragar nosso pós Natal, não é mesmo?
Após escorrer a massa (bem escorridinha..sem pressa, viu?) a coloquei sobre a mistura reservada na frigideira. Liguei o fogo novamente, agora em chama alta, corrigi o sal, acrescentei a pimenta do reino (moidinha na hora) e a salsinha. Incorporei a massa aos outros ingredientes e servi no ato. 
Pode colocar mais azeite se quiser, aí vai do gosto.
Quentíssima e deliciosíssima!
Sem palavras...

domingo, 13 de julho de 2014

Nhoque de espinafre e queijo minas frescal

Bonitinhos, né?

Fã inveterada de nhoques, persigo todas as formas de fazê-lo. Dessa vez foi o já manjado nhoque de espinafre com ricota, só que substitui a ricota por um queijo minas frescal que estava sobrando na geladeira. Como o queijo estava bem sequinho o resultado foi bem saboroso. 
Foi servido com molho ao sugo composto de tomates pelados e tomates frescos. Combinam-se perfeitamente essas duas gostosuras!

Ingredientes
1 e 1/2 xícara (chá) de espinafre refogado (foi 1 maço de espinafre fresco)
1 colher (sopa) de azeite
2 xícaras (chá) de queijo minas frescal esmigalhado (ou ricota)
1 gema de ovo (peneirada)
1/4 xícara (chá) de queijo parmesão ralado (mais fino)
sal a gosto
1 colher (sopa) de manteiga
noz moscada a gosto
aproximadamente 1 xícara (chá) de farinha de trigo

Como fiz
Primeiro limpei o espinafre, cortei as folhas e as refoguei no azeite. Deixei que murchassem e salpiquei um pouco de sal. Retirei do fogo e deixei o espinafre escorrendo em uma peneira por alguns minutos, apertei o vegetal com uma colher para garantir a retirada de todo o líquido (o líquido apesar de nutritivo pode comprometer o ponto do nhoque, mas se quiser aproveitá-lo...fique à vontade). Reservei o espinafre até ficar em temperatura ambiente.
Enquanto o espinafre esfriava amassei o queijo com o auxílio de um garfo (pode ser processado também). Amassei com bastante carinho, para que ficasse uniforme. Somei então o queijo parmesão ralado (dessa vez passei na parte fina do ralador, para não comprometer a textura da massa). Agora sim...adicionei o espinafre e incorporei bem, até que os três ingredientes estivesse bem misturadinhos.
O próximo passo foi colocar a gema do ovo ( peneirada e ligeiramente batida), a noz moscada, a manteiga e fazer a correção do sal. Misturei tudo novamente. Última e mais delicada etapa: adicionei - sempre aos poucos - a farinha de trigo (devidamente peneirada). Usei um pouco menos de 1 xícara (chá) de farinha de trigo. Como sempre é essencial que a farinha seja suficiente para garantir a consistência do nhoque mas que não o deixe massudo (e com aquele gosto horrível de farinha de trigo crua,né?). Sempre bom, nessa fase do preparo, deixar a panela que receberá os nhoques já com água fervente e ir testando: colocar um pouco da farinha, incorporar e modelar "apenas" um nhoque, colocar na água e ver se o mesmo se desmancha na água ou fica mole demais ao ser retirado. Na verdade com um pouco de experiência essa operação se faz necessária apenas por uma vez. Para os iniciantes é um pouco mais complicado (e chato!!!).
Após atingir o ponto desejado fiz os nhoques mas de forma diferente dos tradicionais. O nhoque de espinafre e queijo minas (ou ricota) pede um tamanho maior. Fiz pequenas bolas.
Finalmente os coloquei em água fervente e esperei que viessem à tona. Passei pelo escorredor e os servi com molho tradicional ao sugo, conforme já comentei acima. Que gostosura!!!
Eu adoro...e faço sempre que posso. 
Aspecto artesanal mesmo..os nhoques não precisam ficar totalmente uniformes...


Bem macios, mas exceto um, todos ficaram no ponto....macios e com capacidade
de suportar um encorpado molho de tomates sobre si...

domingo, 13 de abril de 2014

Nhoque (gnocchi) de mandioquinha com iscas de filé


Olha só que cor linda...antes de ir ao "tacho".

Já me declarei - aqui - uma nhoqueira (gnoccheira?)  de marca maior. Entre as massas é a minha preferida junto com uma lasanha feita no capricho....Então faço nhoque sempre que posso e de tudo que seja possível ou que eu ache possível. O de hoje não é nenhuma novidade: rola por aí faz tempo...e já fiz muitas vezes. Mas este ficou na textura exata e o acompanhamento, iscas de filé mignon cremosas, deram o toque final e delicioso.

Já cozido e esperando as iscas cremosas...
Ingredientes
Nhoque
2 xícaras (chá) de mandioquinha (batata salsa) cozidas em água salgada  e passadas no espremedor
1/4 xícara (chá) de ovo levemente misturado
noz moscada a gosto
1 colher (sopa) de manteiga (temperatura ambiente)
Aproximadamente 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo

Iscas de Filé Mignon

400 g de filé mignon cortado em tiras
1/4 xícara (chá) de cebola picadinha
1/4 xícara (chá) de alho poró picadinho
1/3 xícara (chá) de vinho branco seco
1 colher (sobremesa) manteiga
1 colher (chá) de azeite
pimenta do reino e sal  a gosto
1/2 xícara (chá) de creme de leite fresco
cheiro verde (opcional)

Como fiz
Nhoque


Cozinhei a mandioquinha em água com sal, até ficar macia mas ainda firme. Retirei do fogo e escorri bem. Passei pelo espremedor, juntei a noz moscada (apenas uma pitadinha ralada na hora) e a manteiga. Incorporei bem e reservei até que a massa ficasse em temperatura ambiente. Adicionei o ovo e mexi bem. Fui colocando a farinha aos poucos até dar o ponto de enrolar. A mandioquinha pede menos farinha que a batata, mas devemos tomar cuidado para que não fique macia demais e se desmanche no processo de fervura. O ideal é testar uma bolinha da massa na água fervente. Se necessário ir adicionando a farinha até chegar ao ponto ideal. Fiz os cordões de massa, cortei os nhoques e os coloquei sobre uma superfície esfarinhada. Feito isso coloquei-os em água fervente (abundante!) retirando-os quando subiram a tona. Passeio-os pelo escorredor e coloquei em um recipiente levemente untado com azeite. 
                                                                   
 Iscas de Filé 

Cortei a carne em tiras médias. Dourei a manteiga junto com o azeite e somei a carne, deixei refogar um pouco. Depois acrescentei a cebola e o alho poró picadinhos. Deixei que murchassem. Sempre no fogo coloquei o vinho e deixei que o mesmo evaporasse. Coloquei a pimenta do reino (moída na hora) e o sal. Só então coloquei o creme de leite fresco. Mantive em fogo baixo até que o creme de leite se encorpasse e reduzisse de volume. Adicionei o cheiro verde e por fim, coloquei as iscas sobre o nhoque. Depois fomos para a parte mais chata: devorar a gostosura...

O nhoque em boa companhia...Agora sim!!!