| A abobrinha... |
sábado, 27 de abril de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
Escondidinho de Camarão
| Veja só...e os camarões grandes se tornam médios...mas muito bom!!! Imagem: Mariana A. |
Molho ao sugo
| Pronto para o abraço!! |
domingo, 14 de abril de 2013
Gnocchi de batata doce e espinafre
| A massa.... |
Resolvi fazer um gnocchi (nhoque, né?) de batata doce, mas tinha espinafre também. Oba! Vamos juntar os dois, que tal?
Ingredientes
1 kg de batata doce cozida e espremida
1 xícara (chá) generosa de espinafre picadinho
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
noz moscada a gosto
sal a gosto
2 colheres (sopa) aproximadamente de farinha de trigo (peneirada)
1 ovo ligeiramente batido
Como fiz
Cozinhei as batatas com casca (para que não houvesse muita absorção de água). A água do cozimento foi devidamente salgada. Depois de cozidas, descasquei as batatas e as passei pelo espremedor. Reservei.
Limpei o espinafre, piquei e o refoguei no azeite, até que toda a água (que ele libera durante o cozimento) evaporasse. Ou seja: espinafre refogadinho e sequinho. Esperei esfriar e adicionei à batata reservada. Incorporei bem e juntei a manteiga, o ovo e a noz moscada (ralada na hora e com moderação). Misturei bem até a massa ficar homogênea.
Nessa etapa a gente bota a mão na massa com gosto, é hora de sentir a textura da dita cuja. Coloquei apenas uma colher da farinha de trigo e incorporei direitinho à massa... depois mais meia colher... sovei bem e não foi necessário colocar mais. O importante do gnocchi é que a farinha seja utilizada na menor quantidade possível ou seja, apenas o suficiente para dar a "liga" e o ponto certo para formar os famosos rolinhos.
Nesse caso a massa ficou bem macia mas não se desmanchou.
Por fm, fiz os cordões de massa, cortei-os no tamanho desejado e passei os gnocchis nas costas de um garfo (tem um equipamento específico para essa operação...mas não tenho).
Finalmente coloquei-os, aos poucos, em água fervente e...já sabemos a velha dica: quando os gnocchis sobem à tona é hora de retirá-los rapidamente (correm o risco de se desmanchar na água ou de ficarem excessivamente macios) e escorrê-los.
Coloquei os gnocchis em um refratário aquecido até a hora de coroar a iguaria com um honesto molho de tomates, feito em casa e com calminha. Sem esquecer o parmesão ralado na hora de servir.
Ficou muito bom!
| Tudo no jeito... |
| Quase lá... |
| Prontinho.... |
domingo, 7 de abril de 2013
Gelatina de abacaxi com creminho de coco
| É... não existia um recipiente mais bonitinho para acomodar o docinho.Imagem: Mariana A. |
Arroz integral cremoso
Ingredientes
1 xícara (chá) de arroz integral
1 colher (sopa) de azeite
1 mandioquinha grande ralada grossa
1 cenoura (pequena) ralada grossa
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho amassadinhos
1/2 xícara (chá) de alho poró em fatias
caldo de legumes quanto baste (usei o caseiro, mas na pressa...toca um tabletinho aí!)
sal e pimenta do reino a gosto
salsinha e cebolinha picadas
1 e 1/2 colher (sopa) de cream cheese ou requeijão light
1 colher (chá) de manteiga gelada
Como fiz
Na panela de pressão dourei o alho e a cebola no azeite depois acrescentei o alho poró. Refoguei até o alho poró dar um murchadinha, pero no mucho....depois juntei a mandioquinha e a cenoura e ...nova refogadinha. Feito isso juntei o arroz, um pouco de sal e o caldo de legumes (aproximadamente 3 xícaras de chá). Esperei levantar fervura, fechei a tampa e só abri depois de 10 minutos que a bichinha começou a chiar (cuidadinho nessa hora...deixe todo o vapor sair pela válvula de segurança antes de abrir...nada de colocar embaixo da torneira aberta para acelerar o processo...ou o processo pode ser outro, bem doloroso!). Verifiquei se o arroz já estava cozidinho mas al dente. Estava!!!
Preciso lembrar que deixei o arroz por uns 30 minutos de molho para dar uma ajuda no cozimento, tá bom? Pode ser que sem esse "estratagema" o tempo necessário para o cozimento seja maior. Aí é só adicionar um pouco mais de caldo e repetir o processo reduzindo o tempo de fogo.
Corrigi o sal e adicionei a pimenta ( com parcimônia/moída na hora) e também o cheiro-verde. À parte misturei o cream cheese com a manteiga para depois colocar a misturinha no arroz. Incorporei bem. Deixei a panela tampada (abafadinha) com um pano de prato por alguns minutos.
Depois desse tempinho corremos para o abraço!
sábado, 6 de abril de 2013
Abril
Adoro o mês de abril...a temperatura é agradável, um calorzinho que não agride, as manhãs frescas acompanhadas do céu novinho em folha mostrando um azul que nessa época é qualquer coisa de perfeito. Translúcido, sem a luz cegante de um sol excessivo, que ofusca toda a beleza dessa cor. Recebo o mês de Abril sempre com muita alegria. Sei que serão noites agradáveis e que sentirei ventinhos acariciantes mesmo nas horas mais quentes do dia. Para mim, ao contrário de T.S. Eliot...abril não é o mais cruel dos meses. Pelo menos não em nosso país tão tropical, né?
"April is the cruelest month" é o primeiro verso da obra (que eu adoro), considerada prima, desse poeta: "The Waste Land" (A Terra Devastada ou Desolada ou Inútil ou Gasta, conforme o tradutor), publicada em 1922. Lá pelas bandas do poeta, abril é o começo da primavera, mês chuvoso por lá. Talvez daí a tristeza ou crueldade. Comprei o livro de poemas de T.S.Elliot ainda novinha, entendi um pouco ou achei que entendi um pouco, pois é uma obra de leitura mais "complicadinha". Essa terra devastada pode ser referente ao mundo moderno (talvez cruel e estéril na visão do poeta) e por ser obra muito próxima ao período da Primeira Guerra Mundial esse desencanto todo pode ser alusivo à mesma, quando a Europa foi duramente devastada ...consequência do que se acreditava ser a Guerra que acabaria com todas as guerras (vá lá...acredita!!!). Independente do sentido pois os autores têm suas próprias motivações e os leitores as suas, e o que importa é o que cada cada um sente/pressente ao ler um livro ou um poema..ou seja a interpretação é própria, exceto nas obras absolutamente retas e diretas, e é isso que faz a beleza da literatura.
Imagem: www.dipity.com
The Burial of the Dead
(O Enterro dos Mortos)
April is the cruellest month, breeding
(Abril é o mais cruel dos meses, concebendo)
Lilacs out of the dead land, mixing
(Lilases da terra entorpecida, confundindo)
Memory and desire, stirring
(Memória com desejo, despertando)
Dull roots with spring rain.
(Lerdas raízes com as primeiras chuvas)
Winter kept us warm, covering
(O inverno aqueceu-nos, recobrindo)
Earth in forgetful snow, feeding
(A terra na esquecida neve, alimentando)
A little life with dried tubers.
(Um resto de vida na secura dos tubérculos)
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